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Câmara Municipal de São Paulo terá frente parlamentar dedicada à juventude negra e periférica

Iniciativa da Bancada Feminista do PSOL visa fortalecer o debate e a formulação de políticas públicas antirracistas com foco em educação e cultura
Plenário da Câmara Municipal de São Paulo.

Plenário da Câmara Municipal de São Paulo.

— Reprodução/João Raposo/Rede Câmara

18 de junho de 2026

A Câmara Municipal de São Paulo recebe neste sábado (20) às 9h30, o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Juventude Negra e Periférica, iniciativa que reúne parlamentares, movimentos sociais, pesquisadores, educadores e representantes da sociedade civil para discutir e fortalecer políticas públicas voltadas à juventude negra sob uma perspectiva antirracista.

A Frente foi proposta pela Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo na Câmara Municipal, e nasce do reconhecimento de que as desigualdades raciais seguem determinando as oportunidades de milhões de jovens na cidade de São Paulo e no Brasil.

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O objetivo é aprofundar os debates no Legislativo sobre temas como acesso à cultura, educação popular, políticas educacionais antirracistas e execução orçamentária voltada à juventude negra e periférica.

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“A juventude negra e periférica produz cultura, conhecimento e transforma os territórios em que vive, mas ainda enfrenta as maiores barreiras para acessar direitos básicos. Esta Frente nasce para ouvir essa juventude e construir, junto com ela, políticas públicas capazes de enfrentar as desigualdades raciais e garantir um futuro digno”, afirma Letícia Lé, covereadora da Bancada Feminista.

A Frente Parlamentar contará com a participação de representantes da comunidade escolar, movimentos negros, estudantes, profissionais da educação e pesquisadores. Além dos debates legislativos, a iniciativa poderá promover seminários, cursos, encontros e produzir relatórios sobre a situação da juventude negra e periférica no município.

O lançamento contará com a presença de Renata Prado, pesquisadora da cultura funk e relações étnico-raciais e curadora da exposição “FUNK: um grito de ousadia e liberdade” no Museu da Língua Portuguesa, além de representantes de movimentos culturais e sociais. O evento será aberto ao público.

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