Um levantamento publicado pela Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (22), indica que, entre junho de 2023 e maio de 2026, o Ifood registrou 3.967 casos de violência contra entregadores da plataforma.
A pesquisa, que usou dados da própria empresa, destaca ocorrências de discriminação, ameaças, agressões físicas, verbais e violência sexual durante o trabalho. O número equivale a quase quatro ocorrências por dia no período analisado.
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Cerca de 1.720 notificações se referem a denúncias de discriminação, em situações envolvendo clientes, estabelecimentos parceiros ou terceiros. As ameaças e agressões físicas somaram, respectivamente, 1.189 e 860 queixas.
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A maior parte dos registros se concentrou no estado de São Paulo, com 1.154 casos. O Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 602 denúncias, seguido de Minas Gerais, com 205.
Dos casos registrados pelo Ifood, 1.308 foram encaminhados para atendimento jurídico, psicológico ou socioassistencial oferecido pela empresa, que destaca um aumento na procura pelo serviço desde 2023.
De acordo com o estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), divulgado em março de 2025, 68% dos entregadores se declaram negros no Brasil. A pesquisa, feita com mais de 3 mil trabalhadores da área, destaca o contexto de desigualdade no qual o grupo está inserido.
A alta da violência contra entregadores motivou uma ação de conscientização do governo federal. Em março, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) reforçou a veiculação da campanha de combate ao racismo voltada a motoristas, entregadores e usuários de aplicativos.
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