O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) solicitou à Federação Internacional de Futebol (FIFA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) que investiguem casos de racismo registrados durante a Copa do Mundo de 2026.
O órgão pede que as instituições atuem em conjunto contra o “padrão transnacional de racismo” e cita o caso envolvendo o atacante francês Kylian Mbappé, alvo de discriminação racial por parte da senadora paraguaia Celeste Amarilla.
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Poucas horas após a derrota do Paraguai para a França, no dia 4 de julho, a parlamentar publicou uma mensagem em que atacava a origem e a aparência do jogador, além de compará-lo a macacos.
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Outro episódio de racismo desta edição ocorreu na vitória da Argentina sobre o Egito, pelas oitavas de final, em 7 de julho. Na ocasião, um torcedor argentino imitou um macaco em direção ao influenciador norte-americano Darren Jason Watkins Jr., conhecido como IShowSpeed.
Segundo o conselho, dados da FIFA demonstram a gravidade da violência racial no Mundial. Informações do Serviço de Proteção em Mídias Sociais (SMPS) da entidade apontam que, das 89 mil publicações identificadas como abusivas durante a fase de grupos, 11% tinham conteúdo racista.
O serviço registrou aumento de 11% nas mensagens racistas em comparação com a Copa do Mundo de 2022, no Catar.
A representação do CNDH foi encaminhada ao Comitê de Direitos Humanos, à Relatoria Especial sobre Formas Contemporâneas de Racismo e ao Grupo de Trabalho sobre Empresas e Direitos Humanos, todos vinculados à ONU. O documento também foi enviado ao canal oficial de denúncias da FIFA.
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