A divisão L’Oréal Beleza Dermatológica, do Grupo L’Oréal no Brasil, realiza a cerimônia de premiação da segunda edição do Dermatologia + Inclusiva, iniciativa que fomenta a produção científica voltada às especificidades da pele, couro, cabelo e fibra da população negra, trangêneros e indígenas.
O evento acontece no Auditório Florestan Fernandes, Bloco D do Campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), localizado na Rua Prof. Marcos Waldemar de Freitas Reis, São Domingos, Niterói (RJ).
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A premiação integra a programação da 78ª Reunião Anual da SBPC, realizada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em parceria com a UFF, de 26 de julho a 1 de agosto. Sob o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, o evento é considerado o maior encontro científico da América Latina e tem expectativa de reunir até 50 mil pessoas entre pesquisadores, professores, estudantes e público em geral.
Lançado em novembro de 2023, o Dermatologia + Inclusiva nasceu da constatação de uma desigualdade histórica no acesso a diagnósticos dermatológicos adequados para todos os tipos de pele. O Brasil concentra 55 dos 66 tons de pele já mapeados mundialmente pelo Grupo L’Oréal — uma diversidade que, segundo o programa, ainda não é plenamente refletida na formação médica nem na produção científica da área.
Os dados do Dossiê Brasil à Flor da Pele, elaborado pela L’Oréal Beleza Dermatológica, DataFolha e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), reforçam esse cenário: 58% das pessoas negras nunca foram a um dermatologista, contra 42% das pessoas brancas.
A desigualdade no acesso à especialidade ganha ainda mais relevância diante dos números do Censo Demográfico do IBGE (2022), que apontam que 55,5% da população brasileira se autodeclara preta ou parda — o maior grupo populacional do país. O mesmo levantamento do IBGE identifica também aproximadamente 1,7 milhão de indígenas distribuídos por todo o território nacional.
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Premiação amplia diálogo com novos públicos
Em sua primeira edição, lançada no primeiro semestre de 2024, o prêmio teve como foco fomentar pesquisas que abordassem as especificidades da pele e do couro, cabelo e fibra de pessoas negras. A cerimônia daquele ano foi realizada em Salvador (BA).
Para 2025, o Dermatologia + Inclusiva ampliou seu diálogo, passando a contemplar também as demandas de pessoas indígenas e pessoas trans na construção de uma ciência mais plural.
Para além da premiação, o programa tem o objetivo de avançar a ciência dos cuidados com a pele e os cabelos em todos os tons e tipos, impulsionando um futuro mais inclusivo na dermatologia. A iniciativa também tem como propósito a capacitação e conscientização de médicos para esse tema, com o intuito de expandir o conhecimento relacionado ao cuidado dermatológico de pessoas negras, indígenas e/ou trans.
A iniciativa conta com três pilares principais: pesquisa – para ampliar a discussão e relevância da pauta através de uma comunidade de médicos referência; equidade – para aprofundar os conhecimentos, visando excelência no atendimento ao paciente; e ciência – para promover o progresso científico por meio de pesquisas avançadas focadas nas especificidades do cabelo e pele negra, indígena e/ou de pessoa trans.
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