Conheça 10 livros para conversar sobre racismo com as crianças

Livros infantis protagonizados por crianças negras fortalecem autoestima, senso de pertencimento e promovem o reconhecimento da diversidade desde a infância
Imagem mostra duas crianças segurando livros em uma sala, onde estão cercada de outras obras de literatura infantil.

Imagem mostra duas crianças segurando livros em uma sala, onde estão cercada de outras obras de literatura infantil.

— Reprodução/Biblioteca Comunitária Yande

12 de outubro de 2025

Ter acesso a livros que retratam vivências, personagens e culturas negras faz toda a diferença no desenvolvimento das crianças. É por meio dessas histórias que meninos e meninas começam a construir sua identidade, autoestima e a forma como se percebem no mundo.

Quando se veem refletidas nas páginas de um livro — na cor da pele dos personagens, nos penteados, nas rotinas familiares ou nas tradições retratadas —, essas crianças se sentem vistas, valorizadas e reconhecidas.

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A leitura vai além das palavras, ela fortalece vínculos, estimula o pertencimento e planta sementes de orgulho e confiança. Por isso, a Alma Preta selecionou dez livros infantis protagonizados por crianças negras, de autores como bell hooks, Emicida e Bianca Santana, entre outros, que valorizam a diversidade, a autoestima e o antirracismo.

1. “Antirracismo em contos leves”, de Du Prazeres com ilustrações de Ani Ganzala 

Capa do livro “Antirracismo em contos leves”, de Du Prazeres
Capa do livro “Antirracismo em contos leves”, de Du Prazeres

Sinopse: Ser antirracista é se inserir, conscientemente, em um processo contínuo de ação e oposição ativa ao racismo. Os contos do livro, de Du Prazeres, narram situações cotidianas da vida de personagens negros e periféricos e suas relações com outras etnias, em diferentes épocas. A segunda edição da obra contém a apresentação enriquecedora de Cidinha da Silva.

Disponível aqui.

2. “Educando crianças antirracistas”, de Bárbara Carine

Capa do livro “Educando crianças antirracistas”, de Bárbara Carine
Capa do livro “Educando crianças antirracistas”, de Bárbara Carine

Sinopse: Sejam bem-vindos à escola dos sonhos!

Você já imaginou uma escola em que todas as crianças pudessem ser livres para ser quem são e os modos de existir dos alunos fossem igualmente valorizados?

Nesta história, Kieza, uma das porta-vozes da Escola dos Sonhos, convida os novos colegas a conhecer esse lugar em que o afeto, o cuidado e o respeito são prioridades, sem limitar ou invalidar ninguém.

Educando crianças antirracistas, novo livro da autora best-seller Bárbara Carine, deseja mostrar que um espaço escolar positivo, igualitário e gentil é possível e está muito mais próximo de nós do que imaginamos. Vamos construí-lo juntos?

Disponível aqui.

3. “Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças”, de Bianca Santana com ilustrações de Tainan Rocha 

Capa do livro “Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças”, de Bianca Santana
Capa do livro “Diálogos feministas antirracistas (e nada fáceis) com as crianças”, de Bianca Santana

Sinopse: Ela trata de temas tão difíceis que, comumente, são evitados pelos pais num misto de conformismo e medo de apresentar aos filhos uma realidade tão dura, tão cedo. Mas o que vemos nestes Diálogos é a possibilidade de falar sobre os espinhos de nossa sociedade sem ferir ou macular qualquer inocência.

Da mesma forma se estabelece um diálogo harmônico entre o texto e as ilustrações de Tainan, as quais amplificam o discurso, espetando a percepção dos pequenos leitores sem ferir seu primeiro olhar do mundo, aplacada pela percepção educacional da contemporaneidade.

Disponível aqui

4. “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém com ilustrações de Adriana Mendonça

Capa do livro “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém
Capa do livro “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém

Sinopse: Lelê não gosta do que vê. “De onde vêm tantos cachinhos?” – ela vive a se perguntar. E essa resposta ela encontra num livro, em que descobre sua história e a beleza da herança africana.

Disponível aqui.

5. “Amoras”, de Emicida com ilustrações de Aldo Fabrini

Capa do livro “Amoras”, de Emicida com ilustrações de Aldo Fabrini
Capa do livro “Amoras”, de Emicida com ilustrações de Aldo Fabrini

Sinopse: Na música “Amoras”, Emicida canta: “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. E é a partir desse rap que um dos artistas brasileiros mais influentes da atualidade cria seu primeiro livro infantil e mostra, através de seu texto e das ilustrações de Aldo Fabrini, a importância de nos reconhecermos no mundo e nos orgulharmos de quem somos — desde criança e para sempre.

Disponível aqui.

6. “Meu crespo é de rainha”, autoria de bell hooks com ilustração de Chris Raschka

Capa do livro “Meu crespo é de rainha”, de bell hooks
Capa do livro “Meu crespo é de rainha”, de bell hooks

Sinopse: Publicado originalmente em 1999 em forma de poema rimado e ilustrado, esta delicada obra chega ao país pelo selo Boitatá, apresentando às meninas brasileiras diferentes penteados e cortes de cabelo de forma positiva, alegre e elogiosa. Um livro para ser lido em voz alta, indicado para crianças a partir de três anos de idade – e também mães, irmãs, tias e avós -a fim de que se orgulhem de quem são e de seus cabelos macios como algodão e gostosos de brincar.

Hoje em dia, é sabido que incontáveis mulheres, incluindo meninas muito novas, sofrem tentando se encaixar em padrões inalcançáveis de beleza, de problemas que podem incluir desde questões de insegurança e baixa autoestima até distúrbios mais sérios, como anorexia, depressão e mesmo tentativas de mutilação ou suicídio. Para as garotas negras, o peso pode ser ainda maior pela falta de representatividade na mídia e na cultura popular e pelo excesso de referências eurocêntricas, de pele clara e cabelos lisos. Nesse sentido, “Meu crespo é de rainha” é um livro que enaltece a beleza dos fenótipos negros, exaltando penteados e texturas afro, serve de referência à garota que se vê ali representada e admirada.

Disponível aqui.

7. “Da cor que eu sou”, autoria de Andressa Reis com ilustração de Stefania Magalhães

Capa do livro “Da cor que eu sou”, de Andressa Reis
Capa do livro “Da cor que eu sou”, de Andressa Reis

Sinopse: Maria sempre soube que as pessoas existem no mundo em diversos tamanhos, formas e cores. Por isso, estranhou quando sua melhor amiga, Júlia, lhe presenteou com um desenho um tanto quanto estranho. O livro “Da cor que eu sou” celebra a diversidade. Uma obra para ensinar nossos filhos a enxergar os outros como eles realmente são. E com todo o amor, respeito e admiração que isso requer. Com ilustrações cativantes e palavras afetuosas, pequenos leitores poderão mergulhar no universo da diversidade e perceber a beleza que existe nas nossas diferenças. Um livro que aborda um tema tão importante e urgente de uma maneira lúdica, leve e de leitura envolvente.

Disponível aqui.

8. “Menina bonita, que cor você tem?”, autoria de Aline Carvalho com ilustração de Xande Pimenta

 Capa do livro “Menina bonita, que cor você tem?”, autoria de Aline Carvalho
Capa do livro “Menina bonita, que cor você tem?”, autoria de Aline Carvalho

Sinopse: Gi é uma menina alegre e muito brincalhona. Um dia, durante uma aula na escola, a professora diz que as crianças da sala têm a cor natural, mas Gi não, ela tem cor marrom. Gi fica muito chateada porque também quer ter cor natural, mas mamãe mostra para ela que as pessoas são muito mais do que sua aparência e que ela também possui cor natural já que nasceu com aquela cor. Um livro que trata a diversidade de maneira leve e numa linguagem que a criança entende, mas que principalmente mostra para criança que todos somos diferentes e especiais, do jeitinho que somos.

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9. “Princesas negras”, autorias de Ariane Celestino Meireles e Edileuza Penha de Souza com ilustração de Juba Rodrigues

Capa do livro “Princesas negras”, de Ariane Celestino Meireles e Edileuza Penha de Souza
Capa do livro “Princesas negras”, de Ariane Celestino Meireles e Edileuza Penha de Souza

Sinopse: Elas estão nas escolas, nas universidades e em diversos postos de trabalho. As princesas negras são inteligentes, lutadoras, espertas e aprendem muito com suas mães e avós. São especiais, com seus cabelos crespos e sua ancestralidade. Descubra mais sobre as princesas negras no livro de Edileuza Penha de Souza e Ariane Celestino Meireles. Quem sabe você não convive com uma, ou é uma delas?​

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10. “Sinto o que sinto: Um passeio pelos sentimentos”, de Lázaro Ramos com ilustrações de Flávia Borges 

 Capa do livro “Sinto o que sinto: Um passeio pelos sentimentos”, de Lázaro Ramos
Capa do livro “Sinto o que sinto: Um passeio pelos sentimentos”, de Lázaro Ramos

Sinopse: Enquanto enfrenta as mais diversas situações do dia a dia, o pequeno Dan descobre que a gente pode sentir coisa à beça – raiva, alegria, orgulho, tristeza… Às vezes tudo ao mesmo tempo!

E embora nem sempre seja fácil lidar com tudo que passa pelo nosso coração, os sentimentos são uma parte essencial e natural da vida. Dan vai ver que não dá para mandar nas nossas emoções, mas que é importante aprender a reconhecer e aceitar tudo que sentimos.

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  • Formado em Jornalismo e licenciado em Letras-Português, morador da periferia de Maceió (AL) e pós-graduado em jornalismo investigativo pelo IDP. Com experiência em revisão, edição, reportagem, primeira infância e jornalismo independente. Tem trabalhos publicados no UOL (TAB, VivaBem, ECOA e UOL Notícias), Agência Pública, Ponte Jornalismo, Estadão e Yahoo.

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