Maíra Azevedo celebra sucesso de seu livro infantil entre os mais vendidos na Bienal do Rio

“A menina que não sabia que era bonita” figura entre os dez títulos mais vendidos da editora Malê durante o evento, fortalecendo a representatividade negra na literatura infantil
A escritora Maíra Azevedo.

A escritora Maíra Azevedo.

— Divulgação

28 de junho de 2025

A presença da obra de Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro rendeu frutos emocionantes e simbólicos. O livro “A menina que não sabia que era bonita”, publicado pela Editora Malê, esteve entre os dez títulos mais vendidos da editora durante o evento, sinalizando não apenas o sucesso da autora, mas também a potência da literatura infantil como instrumento de transformação social.

Voltado ao público infantil, o livro é uma fábula sensível e poética sobre autoestima, pertencimento e identidade. Por meio de uma linguagem delicada e afetiva, a autora conduz o leitor por uma jornada de autodescoberta de uma menina negra que, em meio aos padrões impostos e aos silêncios da sociedade, aprende a reconhecer sua beleza, sua força e seu valor.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Ao dar protagonismo a uma personagem com traços, cabelos e vivências tão pouco representadas na literatura tradicional, Maíra cria uma obra que acolhe e empodera — não só crianças negras, mas também educadores, famílias e leitores de todas as idades.

“Ver essa história entre as mais vendidas é mais do que um reconhecimento ao livro — é um sinal de que nossas crianças estão sendo vistas. É uma conquista coletiva. Escrevi essa história pensando na menina que eu fui, que muitas ainda são, e que precisam se reconhecer bonitas em um mundo que insiste em dizer o contrário”, afirma a escritora.

O destaque do livro na Bienal reforça a importância de narrativas diversas no cenário literário brasileiro e do papel das editoras independentes, como a Malê, no fortalecimento de vozes que historicamente foram marginalizadas. O sucesso de “A menina que não sabia que era bonita” não é apenas uma vitória editorial, mas uma afirmação de que existe, sim, um público sedento por histórias que dialoguem com a pluralidade da infância brasileira.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques