Desde o início do ano, cerca de 100 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas em decorrência de ataques de grupos armados, emergências climáticas e de saúde na região de Cabo Delgado, em Moçambique. A informação foi divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (6).
Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), entre 20 e 28 de julho, mais de 50 mil pessoas foram deslocadas após ataques de grupos armados nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.
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Em nota, a chefe do Ocha em Moçambique, Paola Emerson, relatou que mais de 42 mil pessoas foram deslocadas somente em Chiúre, das quais 60% são crianças.
Paola Emerson destacou que muitos dos deslocados perderam seus documentos de identificação, o que compromete o acesso a serviços essenciais, e reforçou a necessidade de ajuda humanitária.
Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) indicam que o número de famílias deslocadas quase triplicou em uma semana, atingindo 444 famílias.
A ONU também ressaltou a limitação do apoio humanitário que, até julho, só financiou 19% do Plano de Resposta Humanitária de Moçambique. Dos US$ 352 milhões necessários, apenas US$ 66 milhões foram recebidos, obrigando as agências a reduzirem suas metas de atendimento de 1,1 milhão para 317 mil pessoas.