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Ataques de grupos armados forçam deslocamento de 100 mil pessoas em Moçambique

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas foram deslocadas somente na última semana, após ataques de grupos armados no distrito de Cabo Delgado
Pessoas caminham em rodovia que liga à Maputo, capital de Moçambique.

Pessoas caminham em rodovia que liga à Maputo, capital de Moçambique.

— Reprodução / Amilton Neves / AFP

6 de agosto de 2025

Desde o início do ano, cerca de 100 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas em decorrência de ataques de grupos armados, emergências climáticas e de saúde na região de Cabo Delgado, em Moçambique. A informação foi divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (6). 

Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), entre 20 e 28 de julho, mais de 50 mil pessoas foram deslocadas após ataques de grupos armados nos distritos de Chiúre, Ancuabe e Muidumbe.

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Em nota, a chefe do Ocha em Moçambique, Paola Emerson, relatou que mais de 42 mil pessoas foram deslocadas somente em Chiúre, das quais 60% são crianças. 

Paola Emerson destacou que muitos dos deslocados perderam seus documentos de identificação, o que compromete o acesso a serviços essenciais, e reforçou a necessidade de ajuda humanitária. 

Dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) indicam que o número de famílias deslocadas quase triplicou em uma semana, atingindo 444 famílias.
A ONU também ressaltou a limitação do apoio humanitário que, até julho, só financiou 19% do Plano de Resposta Humanitária de Moçambique. Dos US$ 352 milhões necessários, apenas US$ 66 milhões foram recebidos, obrigando as agências a reduzirem suas metas de atendimento de 1,1 milhão para 317 mil pessoas.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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