Na terça-feira (30), o Partido Congolês do Trabalho (PCT) anunciou que o presidente do Congo, Denis Sassou-Nguesso, de 82 anos, concorrerá a mais um mandato, segundo a agência francesa AFP. O líder governa o país desde 1997, tendo assumido o poder após uma guerra civil.
O Partido Congolês do Trabalho (PCT) realizou um congresso de três dias antes de declarar apoio a Sassou-Nguesso como seu candidato, disse a relatora do congresso, Antoinette Kebi. Mais de 3.000 pessoas compareceram à conferência do PCT, apesar da ausência do líder.
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As eleições presidenciais no Congo devem ocorrer em 22 de março. Os militares votarão cinco dias antes para que os soldados possam manter a ordem pública no dia da votação — uma medida tomada em eleições anteriores.
Sassou-Nguesso liderou o Congo sob um sistema de partido único de 1979 a 1992, antes de ser derrotado por Pascal Lissouba na primeira eleição realizada no país. Lissouba foi deposto em 1997 por forças rebeldes lideradas por Sassou-Nguesso em meio a uma guerra civil.
O mandatário governa o país desde então. Nesse período, mudanças na Constituição permitiram que ele continuasse no poder. Tanto o Senado quanto a Assembleia Nacional são dominados pelo partido do presidente.
Em abril de 2023, três partidos de oposição uniram forças para formar a “Aliança para a Mudança Democrática em 2026”, com o objetivo de tentar reformular a supervisão eleitoral no país. O movimento é composto pela Frente pela Democracia e Progresso Social (RDPS, na sigla em francês), criado pelo ex-presidente marxista-leninista Jacques Joachim Yhombi-Opango, o Movimento Republicano (MR) e o Partido Popular (PAPE, na sigla em francês).
Rico em petróleo, o Congo tem atualmente uma população de cerca de seis milhões de pessoas, predominantemente cristãs. Localizado na África Central e banhado pelo Oceano Atlântico, o país tem fronteiras com Gabão, Camarões, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Angola. O Congo conquistou sua independência da França em 1960.