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Egito condena reconhecimento da Somalilândia anunciado por Israel

Região localizada no norte da Somália busca reconhecimento internacional
Uma pessoa segura uma bandeira da Somalilândia em Hargesia, capital do país autodeclarado independente, 7 de novembro de 2024

Uma pessoa segura uma bandeira da Somalilândia em Hargesia, capital do país autodeclarado independente, 7 de novembro de 2024

— Luis Tato/AFP

27 de dezembro de 2025

Na sexta-feira (26), o Egito se juntou à Turquia, Somália e Djibuti ao condenar o reconhecimento da Somalilândia como um Estado independente por parte de Israel, informou o Ministério das Relações Exteriores do Egito. A Somalilândia, que declarou independência da Somália em 1991, busca o reconhecimento internacional há décadas.

Os chefes da diplomacia desses países conversaram por telefone após o anúncio de Israel, segundo a chancelaria egípcia. Em comunicado, os países ressaltaram apoio à “unidade, soberania e integridade territorial da Somália”.

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Os ministros também rejeitaram “quaisquer ações unilaterais que comprometam a soberania da Somália ou minem os fundamentos da estabilidade no país” e “quaisquer tentativas de impor entidades paralelas que entrem em conflito com a unidade do Estado somali”.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), composto por seis nações — Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Catar e Kuwait —, afirmou em comunicado que o anúncio israelense é “uma grave violação dos princípios do direito internacional e um desrespeito flagrante à soberania e integridade territorial” da Somália.

O documento assinado pelo secretário-geral do bloco regional, Jasem Mohamed Albudaiwi, pede ainda à comunidade internacional que rejeite a medida. “Este reconhecimento representa um precedente perigoso que minará os fundamentos da estabilidade na região do Chifre da África e abrirá as portas para novas tensões e conflitos”, disse.

A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), sediada na Arábia Saudita, também expressou sua “rejeição categórica” à medida israelense, classificando-a, em nota, como uma violação da soberania e da integridade territorial da Somália.

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