Na sexta-feira (26), o Egito se juntou à Turquia, Somália e Djibuti ao condenar o reconhecimento da Somalilândia como um Estado independente por parte de Israel, informou o Ministério das Relações Exteriores do Egito. A Somalilândia, que declarou independência da Somália em 1991, busca o reconhecimento internacional há décadas.
Os chefes da diplomacia desses países conversaram por telefone após o anúncio de Israel, segundo a chancelaria egípcia. Em comunicado, os países ressaltaram apoio à “unidade, soberania e integridade territorial da Somália”.
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Os ministros também rejeitaram “quaisquer ações unilaterais que comprometam a soberania da Somália ou minem os fundamentos da estabilidade no país” e “quaisquer tentativas de impor entidades paralelas que entrem em conflito com a unidade do Estado somali”.
O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), composto por seis nações — Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Omã, Catar e Kuwait —, afirmou em comunicado que o anúncio israelense é “uma grave violação dos princípios do direito internacional e um desrespeito flagrante à soberania e integridade territorial” da Somália.
O documento assinado pelo secretário-geral do bloco regional, Jasem Mohamed Albudaiwi, pede ainda à comunidade internacional que rejeite a medida. “Este reconhecimento representa um precedente perigoso que minará os fundamentos da estabilidade na região do Chifre da África e abrirá as portas para novas tensões e conflitos”, disse.
A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), sediada na Arábia Saudita, também expressou sua “rejeição categórica” à medida israelense, classificando-a, em nota, como uma violação da soberania e da integridade territorial da Somália.