O presidente de Gana, John Dramani Mahama, aprovou uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos e a escravidão como o “mais grave crime contra a humanidade”.
A aprovação da medida foi divulgada no último domingo (15), no encerramento da 39ª Assembleia da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia.
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O documento, que será apresentado à Assembleia Geral das Nações Unidas, reforça a necessidade de esclarecer o registro histórico, devolver artefatos roubados e garantir o reconhecimento formal da injustiça cometida contra milhões de africanos.
“Embora o passado não possa ser desfeito, ele pode ser reconhecido. E o reconhecimento é o primeiro passo para a justiça”, afirmou Mahama durante o evento.
Segundo o chefe de Estado, a proposta contará com o apoio da União Africana e terá um evento de apresentação oficial no Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico.
“Por ora, nosso objetivo é submeter a resolução à Assembleia Geral (da ONU), para que o mundo reconheça que isso aconteceu e que não houve injustiça maior contra a humanidade na história recente ou na história mundial do que o tráfico de escravos. Adotar esta resolução não apagará a história, mas a reconhecerá”, completou.