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Inundações deixam mortos na África do Sul e em Moçambique

Chuvas torrenciais afetam os países vizinhos, com evacuações e risco de novas enchentes nos próximos dias
Vista geral das águas da enchente no Axivaleni Resort, na barragem de Nsami, em Giyani, em 15 de janeiro de 2026.

Vista geral das águas da enchente no Axivaleni Resort, na barragem de Nsami, em Giyani, em 15 de janeiro de 2026.

— Orlando Chauke/AFP

15 de janeiro de 2026

Chuvas torrenciais provocaram inundações na região nordeste da África do Sul, deixando ao menos dez mortos no país e forçando o fechamento do Parque Nacional Kruger, um dos principais destinos sul-africanos de observação da vida selvagem — que foi fechado e evacuado.

Além disso, segundo informações da agência de notícias francesa AFP, o serviço meteorológico local emitiu alerta máximo apontando a continuidade das chuvas em várias regiões.

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Em Moçambique, o governo colocou o país em estado de atenção após enchentes alagarem estradas e casas. As autoridades locais começaram a evacuar moradores de áreas baixas devido aos altos níveis da água, com relatos de um número não especificado de vítimas fatais.

Segundo o Departamento de Meteorologia de Moçambique, há alerta para a continuidade de chuvas intensas, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento nos próximos dias, inclusive na capital, Maputo.

Apesar de o verão no hemisfério sul normalmente ser tradicionalmente chuvoso, os episódios extremos deste ano ocorreram em um contexto de crescente estresse climático, com aguaceiros na região nordeste da África do Sul, além de condições secas e incêndios florestais mais ao sul.

Ainda nesta quinta-feira (15), o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, visitou a província de Limpopo para avaliar a extensão dos danos e a resposta do governo, segundo informou seu gabinete.

De acordo com um porta-voz do governo local, nove pessoas morreram em uma aldeia na mesma província, onde cerca de 200 moradores foram resgatados. Na província vizinha de Mpumalanga, equipes de resgate encontraram o corpo de uma mulher que morreu ao tentar atravessar um rio. Desde o início das chuvas, em novembro de 2025, ao menos 19 pessoas morreram na região.

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  • Thayná Santana

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