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Níger nacionaliza unidade da empresa francesa de urânio Orano

Medida mostra mais um passo do afastamento entre Níger e França
Manifestantes seguram um cartaz onde se lê "a França deve partir" e "viva o Níger" durante protesto no dia da independência do Níger, em Niamey, 3 de agosto de 2023

Manifestantes seguram um cartaz onde se lê "a França deve partir" e "viva o Níger" durante protesto no dia da independência do Níger, em Niamey, 3 de agosto de 2023

— AFP

21 de junho de 2025

O governo do Níger anunciou na quinta-feira (19) a nacionalização de uma unidade da empresa francesa de urânio Orano. O anúncio é visto como mais passo na deterioração das relações do país com sua ex-metrópole, a França.

A Orano já havia perdido o controle operacional de sua subsidiária Somair, sediada no Níger, no ano passado.

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Segundo a agência AFP, o anúncio foi feito pela televisão nacional citando “comportamento irresponsável, ilegal e desleal” da empresa francesa.

A mineração de urânio no Níger está no centro de um impasse entre o governo nigerino, que assumiu o poder em 2023, e a Orano, que é 90% detida pelo governo francês e opera minas no país africano há décadas.

Da esquerda à direita, os líderes de Burkina Faso e Níger, Ibrahim Traore e Abdourahamane Tiani, em Niamey, 5 de julho de 2024
Da esquerda à direita, os líderes de Burkina Faso e Níger, Ibrahim Traoré e Abdourahamane Tiani, em Niamey, 5 de julho de 2024 (Foto: AFP)

Em 2024, o Níger retirou o controle operacional da Orano sobre suas três principais minas no país: Somair, Cominak e Imouraren, que possui um dos maiores depósitos de urânio do mundo.

A Orano mantém oficialmente uma participação de 60% nas subsidiárias e iniciou vários procedimentos de arbitragem para tentar recuperar o controle operacional.

O Níger, localizado na região do Sahel, tem cerca de 26 milhões de habitantes. O país africano se tornou independente de Paris em 1960. Recentemente, com a ascensão de um novo governo no país, em 2023, o Níger tem se afastado da França em diversas frentes econômicas e diplomáticas, em movimentos semelhantes a países vizinhos, como Mali e Burkina Faso.

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