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Nigéria contesta RD Congo por ilegalidade de jogadores na repescagem da Copa de 2026

Recurso apresentado pela Federação Nigeriana de Futebol questiona a dupla nacionalidade de até nove atletas congoleses
A seleção congolesa comemora a classificação para a repescagem intercontinental no final da partida contra a Nigéria, em 16 de novembro de 2025.

A seleção congolesa comemora a classificação para a repescagem intercontinental no final da partida contra a Nigéria, em 16 de novembro de 2025.

— Divulgação/Federação Congolesa de Futebol

17 de dezembro de 2025

A Federação Nigeriana de Futebol (NFF) protocolou oficialmente, na terça-feira (16), um recurso à Federação Internacional de Futebol (FIFA) contestando a República Democrática do Congo (RD Congo) de ter utilizado até nove jogadores irregulares na final dos playoffs das eliminatórias africanas da Copa do Mundo de 2026.

O recurso foi apresentado pelo secretário-geral da NFF, Sanusi Mohammed, após a partida decisiva da repescagem da Confederação Africana de Futebol (CAF), disputada em 16 de novembro. O confronto terminou empatado em 1 a 1, e a RD Congo venceu a Nigéria por 4 a 3 nos pênaltis, garantindo a vaga na repescagem intercontinental da FIFA.

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Segundo a federação nigeriana, parte do elenco adversário não cumpriria os critérios legais para representar o país. A Constituição da República Democrática do Congo proíbe a dupla nacionalidade, exigindo que o cidadão renuncie a qualquer outra origem para manter a congolesa.

A NFF afirma que entre seis e nove jogadores escalados pela RD Congo teriam alterado sua nacionalidade esportiva sem atender às exigências da legislação local. De acordo com a denúncia, esses atletas, alguns nascidos na Europa, mantiveram passaportes europeus, principalmente francês e holandês, o que tornaria suas naturalizações inválidas na lei congolesa.

“A lei do Congo proíbe a dupla nacionalidade. Wan-Bissaka tem passaporte europeu, e os outros jogadores têm passaportes francês ou holandês. As regras são claras e já apresentamos o nosso recurso”, afirmou o secretário em entrevista a jornalistas.

Por outro lado, os regulamentos da FIFA estabelecem apenas que o jogador apresente um passaporte válido do país que representa. Com base nessa documentação, os atletas foram liberados para atuar pela seleção congolesa, que segue na disputa para chegar à sua primeira Copa do Mundo desde 1974.

FIFA não se manifestou sobre o recurso

Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o recurso. Caso a entidade acate o pedido e determine a desclassificação da RD Congo, a Nigéria poderá representar a África na repescagem intercontinental, prevista para março de 2026. 

A RD Congo está programada para enfrentar o vencedor do confronto entre Nova Caledônia e Jamaica. A seleção que vencer o duelo garantirá uma vaga na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Com informações do Terra.

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  • Thayná Santana

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