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Oposição da República Centro-Africana aponta fraude na reeleição de Touadéra

Vista geral dos cartazes eleitorais dos candidatos à presidência da República Centro-Africana, antes das eleições presidenciais realizadas no dia 28 de dezembro de 2025.

Vista geral dos cartazes eleitorais dos candidatos à presidência da República Centro-Africana, antes das eleições presidenciais realizadas no dia 28 de dezembro de 2025.

— Annela Niamolo/AFP

7 de janeiro de 2026

O líder da oposição da República Centro-Africana, Anicet-George Dologuele, afirmou que os resultados oficiais das eleições presidenciais de 28 de dezembro são produto de “fraude massiva, organizada e metódica”. Os resultados provisórios, divulgados na terça-feira (6) pela Autoridade Nacional Eleitoral (ANE), indicam a reeleição do presidente Faustin-Archange Touadera com mais de 76% dos votos. Dologuele, principal adversário, ficou em segundo lugar com 15%.

Em declaração à imprensa na capital Bangui, Dologuele disse que se pronunciou “para recusar uma mentira” e por “um dever para com o povo centro-africano”, não por cálculo político. Ele acusou a ANE de ter “falhado em sua missão” e de ter “abandonado deliberadamente sua independência ao servir a um candidato”.

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O ex-primeiro-ministro disse que aguarda os resultados finais do conselho constitucional, que devem sair ainda este mês. Dologuele não descartou a possibilidade de tomar medidas para apresentar um recurso. O índice de participação nas eleições, que também incluíram votação para cargos nacionais, municipais e locais, foi superior a 52%.

Touadera, de 68 anos, apresentou-se como o candidato da estabilidade em um país marcado por pobreza e uma sucessão de guerras civis, golpes e governos autoritários desde a independência da França, em 1960. Desde sua primeira eleição, em meio a uma guerra civil, a instabilidade diminuiu, embora conflitos entre grupos armados e o governo persistam em algumas regiões.

Esta é a terceira vez que Dologuele é derrotado por Touadera em uma eleição presidencial. O candidato da oposição também ficou em segundo lugar nos pleitos de 2016 e 2021, ambos marcados por suspeitas de fraude.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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