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Senegal anuncia plano emergencial para conter surto de Febre do Vale do Rift

Seis das 14 regiões do país foram afetadas pela doença viral, que é transmitida por mosquitos
O ministro da Saúde e Higiene Pública do Senegal Dr. Ibrahma Sy

O ministro da Saúde e Higiene Pública do Senegal Dr. Ibrahma Sy

— Reprodução/Conference Presse

21 de outubro de 2025

O ministro da Saúde e Higiene Pública do Senegal, Dr. Ibrahima Sy, anunciou na segunda-feira (20) um plano de resposta multissetorial para conter a propagação da Febre do Vale do Rift (FVR), que afeta o país desde 20 de setembro.

Até o momento foram registrados 258 casos em seis das 14 regiões do país, com 192 pessoas recuperadas e 21 mortes confirmadas. A maior concentração de casos ocorre no norte, especialmente em Saint-Louis, onde os mosquitos Culex foram identificados como principais vetores.

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A Febre do Vale do Rift é uma doença viral transmitida principalmente por mosquitos, podendo ocorrer também por contato com animais infectados. Não há transmissão entre humanos, segundo o ministro.

Sinais da presença do vírus também foram detectados em rebanhos, o que reforça a dimensão da doença. Diante disso, o governo lançou uma estratégia coordenada entre os ministérios da Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Hidráulica.

As ações incluem a ativação de comitês de gestão de epidemias em todos os níveis, vacinação de animais (principalmente pequenos ruminantes), controle de vetores (com uso de drones, mosquiteiros impregnados e armadilhas), implantação de laboratórios móveis do Instituto Pasteur em Louga e Matam, para acelerar a detecção dos casos, além  de campanhas de conscientização em mercados, aldeias e zonas pastoris, com orientações sobre prevenção.

Entre as medidas preventivas, o governo recomenda evitar contato com animais doentes ou mortos, relatar casos de aborto em rebanhos e procurar atendimento médico em caso de febre.

Durante o anúncio, o ministro elogiou a mobilização das equipes de saúde, veterinários, líderes comunitários e o apoio de parceiros como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo Global, a Organização de Saúde da África Ocidental e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Todos esses esforços ajudaram a retardar o avanço da epidemia, mas a vigilância continua sendo essencial”, concluiu, ao prestar  homenagem às 21 vítimas da doença.

Com informações da Apa News

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  • Thayná Santana

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