O técnico do Haiti, Sébastien Migné, afirmou que espera ver sua seleção representar bem o país na partida contra o Brasil pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026. As seleções se enfrentam nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, nos Estados Unidos.
Em entrevista coletiva, o treinador francês destacou o significado da participação haitiana no torneio e disse que o principal objetivo da equipe é corresponder às expectativas da população do país caribenho.
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“Espero que possamos deixar os haitianos orgulhosos de sua seleção. Acho que passamos uma boa imagem contra a Escócia. Infelizmente, isso não veio acompanhado de um resultado positivo”, afirmou.
O Haiti estreou na competição com derrota por 1 a 0 para a Escócia. Apesar do resultado, a atuação da equipe recebeu atenção por sua organização defensiva e pela capacidade de competir contra uma seleção que chegou ao Mundial como favorita ao avanço no grupo.
Segundo Migné, o desempenho na estreia mostrou que a classificação haitiana não ocorreu por acaso.
“Mostramos que nossa participação nesta Copa do Mundo não é obra do acaso e que a atuação de amanhã será ainda melhor para que possamos mostrar do que somos capazes”, declarou.
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Duelo contra o Brasil é tratado como privilégio
O treinador também destacou a oportunidade de enfrentar jogadores reconhecidos internacionalmente. Para ele, disputar uma Copa do Mundo já representa uma conquista para o futebol haitiano, especialmente após mais de cinco décadas de ausência no torneio.
“É extraordinário e, mais uma vez, temos muita sorte. Muitos gostariam de estar no nosso lugar”, afirmou ao comentar o confronto contra a seleção brasileira.
Migné também avaliou a ausência de Neymar, que ficou fora do Mundial por causa de uma lesão na panturrilha direita. O técnico classificou a notícia como um fator positivo para sua equipe, embora tenha ressaltado a qualidade do elenco brasileiro.
Entre os atletas citados pelo treinador está Vini Jr., uma das principais referências ofensivas do Brasil na competição.
Volta à Copa após 52 anos
A edição de 2026 marca o retorno do Haiti à Copa do Mundo após 52 anos. A única participação havia ocorrido em 1974, na Alemanha Ocidental.
A presença no torneio tem forte significado para o país, que atravessa uma crise política, econômica e social nos últimos anos. Por isso, Migné afirmou que a equipe tenta oferecer um motivo de celebração aos haitianos.
“Como haitiano, muitas vezes enfrentamos momentos mais difíceis do que fáceis, e agora o futebol está nos dando a oportunidade de vivenciar momentos marcantes e grandes emoções”, declarou.
A seleção haitiana ocupa a última posição do Grupo C e ainda não somou pontos. Uma derrota diante do Brasil deixará a equipe sem possibilidades de alcançar uma das duas vagas diretas para a fase eliminatória.
Mesmo diante desse cenário, Migné afirmou que o Haiti pretende competir e buscar uma atuação que reflita o nível apresentado durante a campanha classificatória.
“Podemos prever que, mesmo após esta partida, não chegaremos ao terceiro jogo com as esperanças ainda vivas. Portanto, o objetivo é deixar uma boa imagem da nossa equipe e mostrar que merecíamos a classificação”, disse. O último compromisso haitiano na fase de grupos será contra Marrocos.
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