África do Sul e Tunísia encerraram suas participações na Copa do Mundo de 2026. Os sul-africanos fizeram história ao alcançar o mata-mata pela primeira vez em quatro participações. Os tunisianos, em sua sétima presença no Mundial, somaram três derrotas em três jogos e não passaram da fase de grupos.
A Copa do Mundo de 2026 marcou o retorno da África do Sul ao principal torneio do futebol após 16 anos. A última participação havia ocorrido em 2010, quando o país sediou o Mundial.
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A classificação foi conquistada nas Eliminatórias Africanas após uma disputa equilibrada com Nigéria e Benin. Os sul-africanos chegaram à rodada final fora da liderança, venceram Ruanda por 3 a 0 e garantiram a vaga graças à vitória da Nigéria sobre Benin.
No Mundial, os Bafana Bafana (apelido do idioma zulu, que significa “Garotos Garotos”) estrearam com derrota por 2 a 0 para o México. Em seguida, empataram por 1 a 1 com a República Tcheca e venceram a Coreia do Sul por 1 a 0, resultado que assegurou, pela primeira vez, a classificação da equipe para a fase eliminatória de uma Copa do Mundo.
O sonho terminou nos 16 avos de final. O Canadá venceu por 1 a 0 com um gol nos acréscimos e eliminou a seleção africana.
Apesar da derrota, o técnico Hugo Broos avaliou a campanha de forma positiva.
“Podemos estar muito satisfeitos com o que fizemos. Conseguimos chegar à segunda fase. Estamos decepcionados porque queríamos vencer, mas não podemos ficar muito decepcionados. Estou muito contente e orgulhoso da minha equipe”, afirmou em coletiva de imprensa após confronto com Canadá.
O treinador também aproveitou a eliminação para fazer uma análise sobre os desafios do futebol sul-africano. Segundo Broos, a diferença física entre sua equipe e seleções de maior nível internacional ficou evidente durante a partida contra os canadenses.
“Hoje perdemos por falta de potência e velocidade. O futebol moderno exige mais do que técnica. A África do Sul precisa trabalhar isso, principalmente em seus clubes”, declarou.
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Tunísia repete eliminação precoce
A campanha tunisiana teve roteiro oposto. Presente em sua sétima Copa do Mundo e terceira consecutiva, a seleção chegou ao torneio após uma campanha dominante nas Eliminatórias Africanas. Sob o comando de Faouzi Benzarti e, posteriormente, Sami Trabelsi, terminou a disputa com 28 dos 30 pontos possíveis e sem sofrer gols em dez partidas.
A vaga foi confirmada com uma rodada de antecedência após a vitória sobre a Guiné Equatorial. No Mundial, porém, o desempenho ficou distante daquele apresentado nas eliminatórias.

A estreia terminou com derrota por 5 a 1 para a Suécia. O resultado provocou uma mudança imediata no comando técnico. Sabri Lamouchi foi demitido após uma reunião de emergência, e o francês Hervé Renard assumiu a equipe ainda durante a competição.
A troca não alterou o cenário. A Tunísia perdeu os dois compromissos seguintes, incluindo a derrota por 3 a 1 para a Holanda na última rodada do Grupo F, e encerrou sua participação sem conquistar pontos.
O resultado repetiu um roteiro conhecido para as Águias de Cartago. Apesar de disputar sua sétima Copa do Mundo, a seleção nunca conseguiu superar a fase de grupos. As eliminações em 1978, 1998, 2002, 2006, 2018, 2022 e agora em 2026 mantiveram esse retrospecto.
Apesar da despedida precoce das duas seleções, o continente africano já fez história na competição. Pela primeira vez, nove seleções do continente avançaram à fase eliminatória da Copa do Mundo.
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