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Recife sedia 1ª Conferência Pernambucana de Produções Culturais Negras

Com abertura marca para a noite de hoje (22), evento segue com rodas de conversa e simpósios sobre os desdobramentos produção cultural negra até a próxima sexta-feira; Pré-inscrições estão abertas e podem ser feitas gratuitamente 

Texto: Redação / Edição: Lenne Ferreira / Imagem: Divulgação

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22 de fevereiro de 2021

Recife sediará, mesmo que digitalmente, a 1ª Conferência Pernambucana de Produções Culturais Negras (I COPECUNE). Fruto da parceria entre o coletivo Mandume Cultural é o Museu da Abolição – centro de referência da cultura afro-brasileira criado em 1957 -, a ação tem seu primeiro dia de programação na noite de hoje (22), e segue até a próxima sexta-feira (26).  Como pauta do evento, temáticas ligadas à vivência da negritude nordestina e suas memórias com foco nas produções artísticas culturais. 

O evento constitui um marco nos estudos étnicos-raciais em Pernambuco, reunindo pessoas negras, principalmente pernambucanas, para participar, discutir e deliberar sobre os rumos das produções culturais negras nas periferias, centros culturais e no âmbito acadêmico. Nomes como o fotógrafo Rennan Peixe, o artista e produtor cultural, Carbonel, a Doutora em História Política pela UERJ e co-fundadora do Coletivo Acadêmicas dos Sambas, Angélica Ferraz, e  a professora e doutora do departamento de História da UFPE, Luiza Reis, estão confirmados como integrantes do evento. 

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Na grade do evento, cursos de formação e simpósios, todos gratuitos, mas que pedem uma pré-inscrição para o controle da quantidade máxima de participantes por sala na plataforma de vídeo onde será exibida a conferência. Os curadores do evento, a graduanda em História pela UFPE Isabelle Ferreira e o comunicador social Wellington Silva, ambos agentes culturais, também ministrarão um curso dedicado às ferramentas necessárias e os melhores meios para uma montagem de projeto para além dos editais. 

Wellington Silva cona que a motivação para fazer a 1° Copecune nasceu da experiência como estagiário de comunicação no Museu da Abolição, entre 2018 e 2020,  quando percebeu que muita gente falava de produção cultural negra, mas poucas pessoas estavam dispostas a pensar formas específicas de valorização dessas produções. “Foi a partir desta reflexão e da parceria que estabeleci com Isabelle Ferreira, também produtora cultural, que nasceu a ideia de pensar em uma conferência com esse recorte l. Algo que trouxesse um olhar mais atento diante da experiência que pessoas negras têm de pensar, criar e ressignificar processos culturais e artísticos, utilizando-se de memórias afetivas, ancestrais, territoriais, corporais e outras”, diz.

A Conferência será exibida no canal do YouTube do Museu da Abolição e tem como apoio o Concurso Formação e Pesquisa – LAB PE, da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco – SECULT-PE, uma iniciativa do fundo de apoio à cultura Aldir Blanc. 

Confira detalhadamente as temáticas, os horários e por quem será ministrada cada ação: 

Oficinas 

“O escoamento da produção cultural e intelectual negra dentro e fora da academia” (22/02 às 19h) – Com participação de Angélica Ferraz e Nathalia Grilo

“Montagem de projetos para além dos editais” (24/02 às 19h) – Com participação de Isabelle Ferreira, Larissa Santigo e Wellington Silva

“Produção cultural negra-pernambucana nas encruzilhadas do tempo” (26/02 às 19h) – Com participação de Carbonel e Lúcia dos Prazeres

Simpósios: 

Artes Visuais (22/02 às 14h) – Organizado por Rennan Peixe

Audiovisual (23/02 às 14h) – Organizado por Éthel Oliveira

Estudos Históricos e Culturais da População Negra (24/02 às 14h) – Organizado por Luiza Reis

Para mais informações ou tirar dúvidas sobre o evento, acesse o link

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