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Alma Preta promove oficina de dados raciais durante Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Atividade conduzida por jornalistas abordou a importância dos dados raciais públicos para analisar as desigualdade no Brasil
As jornalistas Camila Rodrigues da Silva e Agnes Sofia Guimarães ministram a oficina "Como produzir pautas com dados raciais?", na 20° edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, em 10 de julho de 2025.

As jornalistas Camila Rodrigues da Silva e Agnes Sofia Guimarães ministram a oficina "Como produzir pautas com dados raciais?", na 20° edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, em 10 de julho de 2025.

— Guilherme Franco/Alma Preta

10 de julho de 2025

A 20° edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), começou nesta quinta-feira (10) na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) , em São Paulo.

A Alma Preta está presente no evento para participar de diversos debates e oficinas sobre temas relevantes para o exercício do jornalismo contemporâneo. Na manhã de hoje, a gerente de dados e investigação da agência de jornalismo, Camila Rodrigues da Silva, e a coordenadora de comunicação e pesquisadora do Afro-Cebrap, Agnes Sofia Guimarães, promoveram a oficina “Como produzir pautas com dados raciais?”.

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Com a sala cheia, a oficina abordou a importância dos dados raciais públicos para analisar as estruturas de desigualdade no Brasil. As jornalistas apresentaram o projeto Retratos da População Negra no Brasil, lançado pela Alma Preta em junho e que centraliza, de forma simples, dados raciais a fim de facilitar o acesso e a análise pelo público.

Camila apresentou a ferramenta que facilita o acesso dessas informações, além de mostrar instituições e outras iniciativas que contribuem para esse tipo de pesquisa. “A gente quer que isso seja mais uma ferramenta de comunicação para democratizar o acesso aos dados. Esse é o nosso propósito”, afirmou a profissional.

A oficina abordou como o projeto foi construído a partir da interseccionalidade, destacando a necessidade de priorizar dados de gênero e localização para qualificar os debates raciais voltados para a população negra.

O espaço também mostrou os desafios no acesso da dimensão racial com outras variáveis. “A gente não quer só falar sobre a questão fenotípica. Queremos falar sobre todas as desigualdades que atravessam isso, como a questão das pessoas negras e com deficiência nas escolas. Hoje não conseguimos cruzar diretamente essas informações com outras variáveis”, apontou Agnes.

Ela também destacou que a ausência de dados é uma pauta no jornalismo, principalmente quando se trata de dados raciais e em relação a territórios periféricos

“A ausência do dado também é notícia, o olhar que o IBGE não teve em relação às comunidades, as favelas, isso também é algo que merece ser noticiado porque o jornalismo não está só ali para reproduzir o que tem de dados abertos, está ali para ajudar na denúncia do que falta ser documentado”, destacou.

O Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji segue até o dia 13 de julho e as inscrições estão abertas no site da Abraji.

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  • Thayná Santana

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