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Aluno morto durante a ditadura será homenageado com diploma simbólico da UFPA

Universidade aprova reparação histórica a estudante morto dentro do campus de Belém em 1980, durante o regime militar
O estudante Cezar Morais Leite, assassinado durante a ditadura militar.

O estudante Cezar Morais Leite, assassinado durante a ditadura militar.

— Reprodução/ASCOM-UFPA

5 de fevereiro de 2026

A Universidade Federal do Pará (UFPA) fará uma reparação simbólica ao estudante universitário Cezar Morais Leite, assassinado pela ditadura militar em 10 de março de 1980, nas imediações do campus de Belém.

A medida foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da instituição de ensino, em uma iniciativa proposta pelo reitor da instituição.

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Leite era aluno do curso de bacharelado em Matemática, tendo cursado até o terceiro período letivo. O estudante foi morto aos 19 anos, dentro do Campus Básico, após um disparo efetuado por um agente da ditadura infiltrado na universidade. O crime ocorreu durante uma aula da disciplina de Estudos dos Problemas Brasileiros.

De acordo com a UFPA, a diplomação simbólica não corresponde à outorga de grau acadêmico, mas a ato em honra e memória, com o objetivo de reconhecimento institucional e reparação histórica.

O parecer do Consepe também cita outros casos de violência em decorrência da repressão militar em atividades acadêmicas, manifestações políticas ou no exercício da vida universitária em diferentes instituições públicas de ensino superior. Também foram mortos os estudantes Alexandre Vanucci Leme, da Universidade de São Paulo (USP); Stuart Edgar Angel Jones, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Honestino Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB).

“A concessão do diploma simbólico a Cezar Morais Leite é um ato de reconhecimento institucional e de reparação histórica que honra sua trajetória interrompida, assim como os valores democráticos que orientam a universidade pública”, destacou o reitor Gilmar Pereira da Silva, no parecer.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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