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Apenas 33% das mulheres negras se exercitam regularmente no Brasil, aponta estudo

Dados do Check-up de Bem-Estar 2025 mostram disparidades raciais e de gênero também na saúde financeira e física
Mulher negra correndo na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Mulher negra correndo na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro.

— Reprodução/Freepik

12 de janeiro de 2026

Em 2025, a relação dos profissionais brasileiros com a atividade física segue marcada por desigualdades raciais. Apenas 33% das mulheres negras conseguem se exercitar com regularidade, frente a 42% das mulheres brancas.

Os dados são da 3ª edição do Check-up de Bem-Estar 2025, pesquisa sobre saúde corporativa no país que reúne indicadores de saúde física, mental e financeira. O levantamento aponta desigualdades de gênero, raça e geração.

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Na área financeira, a disparidade vai além das diferenças salariais. Segundo o estudo, a falta de segurança financeira também está relacionada ao acúmulo de patrimônio, à estabilidade familiar e ao acesso a redes de apoio. 

Entre as mulheres, 44% das brancas avaliam positivamente sua saúde financeira, enquanto entre pretas e pardas esse índice cai para 30%. Entre os homens, 49% dos brancos têm percepção positiva, contra 38% dos pretos e pardos.

A desigualdade também aparece nos indicadores de saúde física. No geral, apenas 27% das pessoas pretas e pardas estão satisfeitas com sua saúde física, em comparação com 35% entre pessoas brancas.

De acordo com o estudo, os resultados indicam que o acesso ao bem-estar não ocorre de forma equilibrada no país, refletindo desigualdades estruturais no acesso ao tempo, aos recursos e às condições necessárias para o autocuidado e a saúde.

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  • Thayná Santana

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