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Ato no Rio denuncia violência contra mulheres e comunidade LGBTQIAPN+

Mobilização nos Arcos da Lapa reuniu organizações em defesa da igualdade de direitos e em resposta a casos de transfobia e LGBTfobia
A MC Raica Devassa e Laísa participam da Parada LGBTQIAPN+ da Lapa no Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 2025.

A MC Raica Devassa e Laísa participam da Parada LGBTQIAPN+ da Lapa no Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 2025.

— Fernando Frazão/Agência Brasil

22 de dezembro de 2025

A CasaNem, centro de acolhimento para pessoas LGBTQIAPN+ no Rio de Janeiro, realizou no domingo (21) um ato nos Arcos da Lapa com foco no combate à violência contra mulheres, pessoas LGBTQIA+ e outras populações vulneráveis. A manifestação reuniu diferentes movimentos sociais e lideranças de organizações, além de defender a igualdade de direitos.

O projeto desenvolve programas voltados à cultura e ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A partir disso, o espaço atua na defesa dos direitos básicos de seus moradores e oferece atendimentos, oficinas e cursos.

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Segundo a CasaNem, a convocação do ato foi motivada por recentes casos de violência contra a população trans e pessoas LGBTQIAPN+, com o objetivo de denunciar e enfrentar essas agressões.

Dados do Atlas da Violência 2025 apontam que a violência contra pessoas transexuais e travestis aumentou 43% no Brasil entre 2022 e 2023. O relatório indica ainda que a maioria das vítimas é negra, com idade entre dez e 29 anos. 

Mulheres negras transexuais e travestis representaram, respectivamente, 62% e 48% dos registros, enquanto homens negros trans corresponderam a 65% dos casos.

A mobilização reforça a urgência do enfrentamento à violência e da promoção de políticas públicas que garantam proteção e dignidade para pessoas LGBTQIAPN+ e outros grupos invisibilizados.

Com informações da Agência Brasil

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  • Thayná Santana

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