PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Bahia usará inteligência artificial para combater racismo e intolerância religiosa durante o Carnaval

A ferramenta permite que vítimas e testemunhas registrem casos de racismo ou intolerância religiosa de forma remota, segura e acessível
O lançamento do plano de ações da Sepromi na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, em Salvador.

O lançamento do plano de ações da Sepromi na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, em Salvador.

— Divulgação/Laura Guimarães

12 de fevereiro de 2026

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia (Sepromi) lançou, na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, em Salvador, um conjunto de ações para o Carnaval 2026. O anúncio reuniu representantes do poder público, gestores estaduais e integrantes de órgãos e instituições parceiras da política de promoção da igualdade racial.

Entre as medidas está a ampliação dos canais de denúncia de racismo e intolerância religiosa, com a criação da Zuri, ferramenta digital integrada ao WhatsApp do Centro de Referência em Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM). O nome, de origem africana, da língua suaíli, faz referência a princípios como acolhimento e cuidado, reforçando a proposta de fortalecer a proteção às vítimas durante a festa.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A iniciativa realiza o registro inicial das denúncias, coleta informações sobre as ocorrências, oferece orientações automáticas e encaminha os casos para acompanhamento da equipe multidisciplinar do Centro.

Baseada em inteligência artificial, a ferramenta permite que vítimas e testemunhas registrem casos de racismo ou intolerância religiosa de forma remota, segura e acessível, 24 horas por dia, pelo número (71) 3117-7448. Durante o atendimento, a população terá acesso a link para registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia Virtual, além de contatos para atendimento jurídico, psicológico e social prestado pela equipe do CRNM.

A Zuri também fortalece a atuação da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa ao facilitar a articulação entre o CRNM, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) e outros órgãos parceiros, ampliando a visibilidade das políticas públicas de promoção da igualdade racial.

A tecnologia ainda organiza os dados de forma estruturada, permitindo a geração de relatórios e indicadores que subsidiam a formulação, o monitoramento e o aprimoramento de ações.

Atendimento e monitoramento durante o Carnaval

Além da ferramenta digital de denúncias, a Sepromi manterá, durante o Carnaval, pontos de atendimento nos circuitos da festa. Haverá postos fixos de acolhimento na Praça Municipal, com estande do Centro de Referência, e na Casa da Igualdade Racial, no Pelourinho, atendendo ao circuito do Centro Histórico.

Na Avenida Sete, o atendimento será realizado pelo Plantão Integrado em Direitos Humanos, na sede do Procon, na Avenida Carlos Gomes. Na Barra, o plantão funcionará na Avenida Centenário, no canteiro central, em frente ao Shopping Barra. Em Ondina, o atendimento será feito pela Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela, posicionada em frente ao Colégio ISBA.

A secretaria também atuará no monitoramento e na qualificação dos dados sobre ocorrências de racismo, com a integração das informações ao Observatório Municipal, iniciativa que contribui para diagnósticos mais precisos e para o aprimoramento das políticas públicas.

As ações do período carnavalesco não se restringem à capital. A secretaria contará com equipes volantes para acolhimento inicial, orientação e encaminhamento das denúncias com atuação em dez municípios do interior da Bahia, entre eles Santa Cruz Cabrália, Porto Seguro, Rio de Contas, Maragogipe e Vera Cruz. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano