O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou, nesta sexta-feira (1), o sequestro do brasileiro Thiago Ávila e do palestino-espanhol Saif Abu Keshek, ativistas detidos por Israel em águas internacionais, próximo à Ilha de Creta, na Grécia.
O caso ocorreu na última quarta-feira (29), quando a dupla e outras 175 pessoas a bordo da Flotilha Global Sumud, iniciativa internacional que busca levar ajuda humanitária à Palestina, foram interceptadas por militares israelenses a mais de 900 quilômetros de Gaza.
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Em nota, o grupo informou que, além de capturar as embarcações, a Marinha de Israel bloqueou comunicações, canais de socorro e atuou de forma agressiva. No entanto, apenas Ávilla e Keshek ainda não foram liberados.
Os demais desembarcaram na quinta-feira (30), na ilha, e foram escoltados até a capital Heraklion, onde foram liberados.
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Para o governo brasileiro, a ação é ilegal e foi realizada fora da jurisdição de Israel, afrontando o Direito Internacional. O comunicado do MRE destaca que, tanto na jurisdição brasileira quanto internacionalmente, a prática configura delito.
“Os governos do Brasil e da Espanha exigem do governo de Israel o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, e que se facilite o acesso consular imediato para sua assistência e proteção”.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em nota no X (antigo Twitter), acusou a flotilha de ser liderada pelo Hamas. O órgão ainda atribui a Saif Abu uma relação com uma organização terrorista.
Thiago é declarado suspeito de atividades ilegais. Nenhuma das supostas atividades ilícitas foi especificada no comunicado.
As published by the Board of Peace and the U.S. State Department, the humanitarian activity in the Gaza Strip is managed by the BoP, and this Hamas-led-flotilla is another provocation designed to divert attention from Hamas’s refusal to disarm – and to serve the PR interests of… pic.twitter.com/5Bof2RzG0y
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) May 1, 2026
Ainda de acordo com as autoridades israelenses, ambos serão levados a Israel para serem interrogados.