O Brasil foi campeão, pela primeira vez, do Mundial de Atletismo Paralímpico. A delegação brasileira conquistou 44 medalhas: 15 de ouro, 20 de prata e 9 de bronze, liderando o quadro de medalhas durante todos os dias da competição, encerrada em Nova Déli, na Índia, neste domingo (5).
A China ficou na segunda colocação, com 52 medalhas: 13 ouros, 22 pratas e 17 bronzes. Esta é a segunda vez na história que a China não termina em primeiro lugar no quadro geral. A primeira foi há 12 anos, em Lyon 2014, quando a campeã foi a Rússia.
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Esta também foi a melhor campanha da delegação brasileira em mundiais, superando a anterior, realizada em Kobe, em 2024. Nas três últimas participações, Kobe 2024, Paris 2023 e Dubai 2019, o Brasil havia terminado na segunda colocação.
No último dia do mundial, o Brasil conquistou seis pódios: três ouros, uma prata e dois bronzes. A potiguar Maria Clara Augusto ficou com a medalha de prata na final dos 200m T47 (deficiência nos membros superiores), com o tempo de 24s77, sua melhor marca da temporada. Nas eliminatórias, ela havia feito 24s97, que até então era sua marca mais rápida.
Já em sua estreia, a também potiguar Clara Daniele teve uma reviravolta e conquistou o ouro na final dos 200m T12 (deficiência visual). A vitória veio após a desclassificação da atleta venezuelana Alejandra Paola Lopez, que havia cruzado a linha em primeiro com 42s20. A arbitragem observou que o atleta-guia da Venezuela puxou a competidora antes da linha de chegada, o que não é permitido nas regras.
A Venezuela entrou com recurso, mas ele foi rejeitado. Com isso, Clara Daniele, que havia completado a prova em 24s42, sua melhor marca na temporada, foi declarada vencedora. A prata ficou com a indiana Simran, e o bronze, com a chinesa Shen Yaqin.