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Brasil tem mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados

Relatório do OBMigra aponta crescimento da presença de imigrantes no país e desafios no acesso a direitos e políticas públicas
Festival Rio Refugia 2024, no Sesc Tujuca, zona norte do Rio do Rio de Janeiro, no dia 26 de abril de 2023.

Festival Rio Refugia 2024, no Sesc Tujuca, zona norte do Rio do Rio de Janeiro, no dia 26 de abril de 2023.

— Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

2 de maio de 2026

Um levantamento do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), divulgado na quinta-feira (30), indica que o Brasil abriga cerca de dois milhões de imigrantes de 200 nacionalidades diferentes, presentes em todas as unidades federativas. 

O 12º Relatório Anual “Política Migratória no Brasil: evidências para gestão de fluxos e políticas setoriais” destaca que o número se refere aos residentes, temporários, refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado. 

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O documento foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e tem como objetivo subsidiar a implementação da nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), instituída pelo decreto nº 12.657/2025. 

Leia mais: Para refugiados, acordo de paz entre Congo e Ruanda é motivo de esperança

Os venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos são as nacionalidades mais presentes no país. Segundo a pesquisa, a participação de trabalhadores imigrantes no mercado de trabalho formal aumentou 54% entre 2023 e 2025. No entanto, em 2024, cerca de 78,8% dos trabalhadores domésticos não tinham carteira assinada. 

O perfil de gênero do grupo é majoritariamente feminino, com 55,6% da população composta por mulheres. Dados do Cadastro Único (CadÚnico) presentes no relatório destacam um crescimento acentuado de imigrantes de crianças e adolescentes, de 18,6% em apenas um ano. 

A forte presença de famílias com crianças no sistema de assistência social, ressalta o documento, reforça a necessidade de articular as políticas de assistência, educação e proteção à infância. Em 2023, 260,1 mil dos 562,6 mil imigrantes cadastrados no CadÚnico não tinham acesso ao Bolsa Família. 

Leia mais: Quase 8 mil imigrantes morreram ou desapareceram durante trajeto em 2025

Com isso, o Observatório recomenda reduzir o tempo entre o cadastramento e o acesso a benefícios, além do aperfeiçoamento de ferramentas de monitoramento e gestão das filas de acesso a programas sociais. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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