Um levantamento do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), divulgado na quinta-feira (30), indica que o Brasil abriga cerca de dois milhões de imigrantes de 200 nacionalidades diferentes, presentes em todas as unidades federativas.
O 12º Relatório Anual “Política Migratória no Brasil: evidências para gestão de fluxos e políticas setoriais” destaca que o número se refere aos residentes, temporários, refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado.
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O documento foi lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e tem como objetivo subsidiar a implementação da nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), instituída pelo decreto nº 12.657/2025.
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Os venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos são as nacionalidades mais presentes no país. Segundo a pesquisa, a participação de trabalhadores imigrantes no mercado de trabalho formal aumentou 54% entre 2023 e 2025. No entanto, em 2024, cerca de 78,8% dos trabalhadores domésticos não tinham carteira assinada.
O perfil de gênero do grupo é majoritariamente feminino, com 55,6% da população composta por mulheres. Dados do Cadastro Único (CadÚnico) presentes no relatório destacam um crescimento acentuado de imigrantes de crianças e adolescentes, de 18,6% em apenas um ano.
A forte presença de famílias com crianças no sistema de assistência social, ressalta o documento, reforça a necessidade de articular as políticas de assistência, educação e proteção à infância. Em 2023, 260,1 mil dos 562,6 mil imigrantes cadastrados no CadÚnico não tinham acesso ao Bolsa Família.
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Com isso, o Observatório recomenda reduzir o tempo entre o cadastramento e o acesso a benefícios, além do aperfeiçoamento de ferramentas de monitoramento e gestão das filas de acesso a programas sociais.