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Brasil registra quase 70 mil pedidos de refúgio em 2024

Segundo dados do governo federal, quase metade dos pedidos aceitos pelo país são de crianças e adolescentes
Refugiados caminham segurando malas em rua de cidade brasileira.

Refugiados caminham segurando malas em rua de cidade brasileira.

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

15 de junho de 2025

O Brasil registrou 68.159 pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2024, de acordo com o documento “Refúgio em Números“, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) na última semana. Em todo o mundo, 122,1 milhões de pessoas estão fora de seu país de origem por motivos que contrariam sua vontade. O número é um recorde, conforme balanço do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Entre os reconhecimentos de pedidos de refúgio concedidos por meio dos procedimentos simplificados no Comitê Nacional para Refugiados (Conare), aproximadamente 40% são para crianças e adolescentes. “Elas estão em situação de maior vulnerabilidade dentro de um grupo já vulnerável. Conceder refúgio a essas pessoas é um exemplo concreto de como a política migratória brasileira busca garantir proteção efetiva a quem mais precisa”, enfatizou a diretora de Migrações, do MJSP, Luana Medeiros, em comunicado à imprensa.

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Refúgio no Brasil

O Brasil contabilizou 156.612 pessoas reconhecidas como refugiadas na última década. As solicitações de refúgio em 2024 tiveram um aumento de 16,3% em relação a 2023. No ano passado, 13.632 pessoas foram reconhecidas como refugiadas, número bem abaixo do de pedidos recebidos

Além disso, os homens corresponderam a 59,1% dos solicitantes e as mulheres, 40,9%. Entre as mulheres, quase um quarto (24,3%) tinha menos de 15 anos de idade.

Desde 2015, mais de 454 mil pessoas de 175 nacionalidades buscaram proteção no Brasil. As principais nacionalidades solicitantes em 2024 foram venezuelana, com 27.150 pedidos (39,8%); cubana, 22.288 (32,7%) e angolana, 3.421 (5%). Também apresentaram números expressivos os indianos (3,1%) e os vietnamitas (2,8%).

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