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Caminhada em SP celebra 194 anos do nascimento de Luiz Gama

Evento também inclui exibição de web série que destaca papel educativo do movimento negro brasileiro
Busto do jornalista e abolicionista Luiz Gama, no Largo do Arouche, em São Paulo.

Foto: Reprodução

19 de junho de 2024

O Instituto Tebas, em parceria com a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-SP), promove nesta quinta-feira (20) a “Caminhada Luiz Gama Imortal” para celebrar os 194 anos de nascimento do escritor, jornalista e advogado abolicionista negro, nascido em 21 de junho de 1830.

O movimento foi criado após o seu funeral, realizado em 1882, que mobilizou cerca de 3 mil pessoas. Após a data, uma tradição foi criada para “projetar a figura de Luiz Gama para a eternidade”, reforça o instituto em nota à imprensa.

O evento também incluirá o lançamento e exibição da websérie “Liberdade ou Morte: histórias que a História não conta”. A obra apresenta sete narrativas (fotográficas, textuais e audiovisuais) que destacam as contradições do Brasil desde a Proclamação da Independência.

A programação terá início às 18 horas, com concentração e ato público em frente ao busto do homenageado, no Largo do Arouche, seguido de um cortejo em direção à sede do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo.

Cada um dos sete episódios da websérie é constituído de duas obras artísticas: um ensaio de imagens do fotógrafo João Leoci, combinado com uma crônica de autoria do escritor Abílio Ferreira; e um audiovisual dirigido pelo antropólogo e documentarista Alexandre Kishimoto.

O enredo tem como referência crítica as programações do bicentenário

da independência comemorado em 2022, razão pela qual reúne documentos, imagens, textos e depoimentos de representantes de movimentos sociais organizados e atividades que mostram uma realidade diferente da versão oficial. 

“Lançamos mão dessa variedade de linguagens – vídeo, música, design, foto, texto – na tentativa de dar conta da maneira como a agenda do movimento antirracista paulistano dialoga com o processo histórico de interpretação do Brasil”, destaca o escritor Abílio Ferreira.

Os outros seis títulos abordam a “Marcha Noturna Pela Democracia Racial”; “Marcha das Mulheres Negras”; “Cerco de Piratininga”; “Marcha da Consciência Negra”; “Chaguinhas, o santo negro da Liberdade” e “Saracura Vai-Vai”.

Para os autores, a proposta visa proporcionar acesso a um conjunto de informações que conectam ideias e lugares, destacando o papel educativo do movimento negro brasileiro como produtor de conhecimento emancipatório sobre a questão racial no Brasil, inspirados pelo pensamento de Nilma Lino Gomes.

Todos os episódios estarão disponíveis no site do Instituto Tebas ao longo do segundo semestre do ano.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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