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Casos de racismo e injúria racial disparam no Brasil; Distrito Federal e Santa Catarina lideram 

Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que registros de racismo cresceram 26,3% e de injúria racial subiram 41,9%; violência contra comunidade LGBTQIAPN+ segue invisibilizada
Imagem mostra uma mulher negra em um protesto segurando um cartaz que diz "Igualdade Já".

Imagem mostra uma mulher negra em um protesto segurando um cartaz que diz "Igualdade Já".

— Tânia Rêgo/Agência Brasil

24 de julho de 2025

A 19° edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública,divulgado nesta quinta-feira (24), aponta que os casos de racismo e injúria racial cresceram entre 2023 e 2024 em todo o país.

Os crimes de racismo passaram de 14.919 para 18.923 nesse período, o que representa um aumento de 26,3% na taxa por 100 mil habitantes. Já os registros de injúria racial tiveram crescimento ainda maior, de 12.813 para 18.200, representando uma alta de 41,9%.

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O Distrito Federal lidera o ranking de ocorrências de racismo, com 30 casos a cada 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem o Rio Grande do Sul, com 22,1%, e São Paulo, com 17,9%. Já em relação à injúria racial, Santa Catarina aparece no topo, com taxa de 25,4%, seguida pelo Distrito Federal 24% e Rondônia 18,9%.

Violência contra a comunidade LGBTQIAPN+ e a ausência de dados

O levantamento também traz dados sobre violência contra a população LGBTQIAPN+, com foco em três tipos de crimes: lesão corporal, homicídio doloso e estupro. Houve queda nos casos de homicídios e estupros entre 2023 e 2024, mas um leve aumento nas lesões corporais.

Os registros de lesão corporal subiram de 4.836 para 4.929. A maior queda ocorreu nos homicídios dolosos, com redução de 26,3%. Já os casos de estupro diminuíram 14,6% em relação ao ano anterior.

Apesar dos dados, o Anuário aponta dificuldades na coleta de informações pela inconsistência de dados em dez estados. Segundo a pesquisa, estados como Amazonas e Rio de Janeiro não registraram nenhum dado nas três categorias analisadas para a população LGBTQIAPN+. A Bahia informou não possuir registros de homicídio doloso com esse recorte.

“Com relação à ausência de registros no período, Acre, Distrito Federal, Goiás, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe referiram não ter tido nenhum caso de homicídio doloso contra LGBTQIAPN+. Não ter dados é parte do sintoma da violência”, destaca um trecho do estudo.

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  • Thayná Santana

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