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Conselho denuncia racismo e violência contra indígenas em ação no RS

Conselho Indigenista Missionário (Cimi) cobra apuração do MPF após abordagem truculenta contra indígenas kaingang
Viaturas da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Viaturas da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

— Reprodução/Brigada Militar/Sd Ribeiro/PM5

26 de agosto de 2025

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denunciou, nesta terça-feira (26), uma abordagem policial truculenta do pelotão de choque da Brigada Militar do Rio Grande do Sul contra indígenas na cidade de Canela (RS). 

A ação ocorreu na segunda-feira (26) e feriu famílias da etnia kaingang de Farroupilha (RS), que realizavam a venda de artesanatos ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, ponto turístico do município. 

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Um vídeo registrado por testemunhas mostra um grupo com cerca de quatro agentes imobilizando o indígena Silvério Ribeiro, enquanto desferia socos e joelhadas. Enquanto a vítima é agredida, um grupo de policiais realiza a escolta em volta dos PMs. 

Em nota, o Cimi manifestou repúdio e defendeu que é evidente que houve preconceito, discriminação e racismo na abordagem policial. A entidade requer que o Ministério Público Federal (MPF) adote medidas urgentes para a apuração da ocorrência e a responsabilização civil e criminal dos envolvidos.

A organização recorda que, apesar de ser um local turístico, não há espaço no município para que as comunidades indígenas e periféricas participem da economia movimentada pelo turismo e destaca episódios em que os indígenas tiveram seus produtos e artesanatos retidos por fiscais da prefeitura. 

“Turismo e racismo são a combinação cruel de uma sociedade desleal, excludente e violenta. Que tais práticas sejam duramente enfrentadas, combatidas e reprimidas. Elas não podem ser naturalizadas, tampouco padronizar comportamentos e relações entre pessoas e povos”, diz trecho do comunicado.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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