O curso “Do Pardo ao Negro: Politizando a Experiência da Fronteira” abriu as inscrições para a sua segunda turma. As aulas ocorrerão nos dias 9, 16, 23 e 30 de outubro, sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h, por meio do Google Meet. A iniciativa busca atualizar o debate sobre pessoas pardas no Brasil e a relação com a construção da identidade negra. As inscrições devem ser feitas pelo formulário on-line.
Segundo os organizadores, a experiência parda ocupa historicamente uma posição central nas discussões sobre relações étnico-raciais. O curso pretende recuperar esse debate a partir de uma perspectiva crítica, abordando as contradições da experiência parda, suas articulações e tensões diante da negritude.
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A formação, ministrada pelo comunicador José Victor Nunes Mariano, se apoiará em produções artístico-culturais de pessoas pardas, com a análise de obras literárias, filmes, músicas e artes visuais. A partir desses materiais serão apresentados conceitos e abordagens teóricas que ajudam a compreender o percurso da experiência parda e sua contribuição para a constituição da identidade negra no Brasil.
“A ideia é trazer, a partir dos estudos de arte e literatura, a compreensão de como a identidade negra trouxe uma nova compreensão da malha racial brasileira, disputando abertamente a experiência e ressignificando as categorias de cor para uma história política vinculada aos campos de atuação social pela disputa de direitos e enfrentamento ao racismo. Tudo isso pela arte, música e literatura”, afirma José Victor, em entrevista à Alma Preta.
O idealizador do curso também destacou a importância de revisitar a temática. “A importância de abordar esse tema é reatualizar a discussão da experiência parda e da violência sofrida pelas pessoas pardas como uma experiência crucial para a consolidação da identidade negra.”
Segundo José Victor, “os novos discursos que instituem uma identidade política parda separada da identidade negra e indígena contribuem para a reconfiguração de ideologia da democracia racial que busca naturalizar as experiências de violência racial características de nossa malha racial. Debater abertamente essa crise a partir da perspectiva da luta de conquistas da população negra é enfrentar de frente uma ideologia que auxilia o afastamento de pessoas da luta social por direitos e constrói a perpetuação do poder do grupo social vinculado à branquitude na história do Brasil.”
Serviço
Curso “Do Pardo ao Negro: Politizando a Experiência da Fronteira”
Quando: 9, 16, 23 e 30 de outubro de 2025 (quintas-feiras)
Horário: 19h às 21h
Onde: On-line, via Google Meet (link será disponibilizado após inscrição)
Inscrições no formulário