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Em debate em Londres, quilombolas reforçam protagonismo contra a crise climática

CONAQ destacou a importância do papel das mulheres quilombolas e comunidades tradicionais no combate a crise climática
A ativista ambiental Katia Penha durante mesa da Semana de Ação Climática de Londres, na Inglaterra.

A ativista ambiental Katia Penha durante mesa da Semana de Ação Climática de Londres, na Inglaterra.

— Reprodução/Rede Social

25 de junho de 2025

A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) participou nesta terça-feira (24) da Semana de Ação Climática de Londres, na Inglaterra. O evento, intitulado “A liderança das mulheres em ações climáticas e de conservação precisa de mais apoio financeiro”, reuniu representantes de organizações de base da África, Ásia e América Latina.

O encontro teve como foco central a urgência de garantir financiamento direto, equitativo e baseado em direitos para mulheres indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais.

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Durante o painel, a ativista ambiental  Kátia Penha destacou o papel crucial das comunidades quilombolas na preservação da biodiversidade no Cerrado e na Amazônia. Também denunciou a histórica exclusão das mulheres negras quilombolas na participação efetiva das políticas públicas de meio ambiente.

Kátia ressaltou o papel das mulheres como guardiãs da biodiversidade e das práticas sustentáveis de uso da terra. Ao mesmo tempo, destacou que essas mulheres enfrentam diversas barreiras, como o racismo ambiental, a negação do direito à terra, a insegurança territorial e a invisibilidade nos sistemas formais de financiamento.

Segundo o coletivo, o evento, realizado às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP 30, reforçou a importância de  mulheres quilombolas na construção de soluções reais e sustentáveis para a crise climática.

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  • Thayná Santana

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