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Em meio ao calor extremo, pesquisa diz que 95% do Complexo do Alemão sofre com acesso precário à água

Pesquisa destaca diferença de temperatura entre a área central do Rio e o Complexo do Alemão, que registrou sensação térmica de 50,1 °C
Aglomerado de casas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

Aglomerado de casas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

19 de janeiro de 2026

Um estudo realizado pelo Observatório do Calor, iniciativa da organização Voz das Comunidades com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro, indica que a maioria dos moradores do Complexo do Alemão possuem acesso inadequado à água.

A pesquisa ouviu 418 moradores da região, na Zona Norte da capital fluminense, entre setembro e novembro de 2025. Destes, 95% relataram ter acesso irregular ou precário ao abastecimento de água.

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De acordo com o Observatório, no dia 28 de dezembro, às 13h05, enquanto a cidade registrou uma temperatura de 41,5ºC, a sensação térmica foi de 50,6ºC no Complexo do Alemão. 

Para a organização, esse aumento pode ser atribuído a uma combinação de fatores, que intensificam os eventos climáticos extremos e causam áreas concentradas de calor.

“A combinação de moradias mal ventiladas, excesso de concreto, falta de arborização e serviços básicos precários transforma o território em uma verdadeira ‘ilha de calor’, onde resistir às altas temperaturas se torna um desafio diário”, diz o Voz das Comunidades.

Segundo o levantamento, além do desconforto, os impactos são sentidos diretamente na saúde dos moradores, que ficam suscetíveis a problemas respiratórios, desidratação, pressão alta e agravamento de doenças crônicas.

“Diante do avanço das mudanças climáticas, o calor extremo deixa de ser apenas um fenômeno natural e passa a ser também um problema social, racial e político. Nas favelas, onde faltam água, sombra e políticas públicas efetivas, o verão não é só mais quente, é mais injusto”, diz trecho do estudo.

Texto com informações do Voz das Comunidades*

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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