No Brasil, grande parte das maiores populações indígenas não tem acesso à água ou ao saneamento básico em suas residências. As informações são do Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (24).
A publicação, específica sobre as características linguísticas e demográficas das populações indígenas, destaca que, em 2022, o grupo totalizou 1.694.836 pessoas no Brasil. Entre as maiores etnias, estão o povo Tikúna (74.061), Kokama (64.327), Makuxí (53.446) e Guarani-Kaiowá (50.446).
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O levantamento também analisou o acesso ao saneamento básico entre as etnias mais populosas, ressaltando a precariedade vivida por elas. Cerca de 74,21% (54.897) dos moradores Tikúna residiam em domicílios sem acesso à água encanada dentro do domicílio, proveniente de poço, fonte, nascente ou mina.
Entre os Guarani-Kaiowá, 70,77% (35.011) da população se encontra nessa condição. Para os Kokama, o índice foi de 46,36% e para os Guajajara, 73,78%. Considerando os termos percentuais, os Yanomami formaram o grupo que mais registrou moradores sem acesso à água, com 93,07%.
De acordo com o censo, mais de 68 mil (92,82%) moradores Tikúna não possuíam acesso à rede de esgoto ou sanitários, utilizando fossa rudimentar, buraco, vala, rio, córrego, mar ou outra forma sem esgotamento. Em seguida, os Kokama e os Guarani-Kaiowá têm, respectivamente, 83,02% e 82,05% de sua população nestas condições.
Além dos dados sobre saneamento básico, o “Censo 2022: Etnias e línguas indígenas: Principais características sociodemográficas – Resultados do Universo” contempla os recortes territoriais do Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação, Municípios, Amazônia Legal, Amazônia Legal por Unidades da Federação, Terras Indígenas e Terras Indígenas por Unidades da Federação.