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Fundação Palmares repudia caso de racismo religioso contra terreiro em Salvador

Segundo a Fundação Palmares, o ataque ao Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, em Salvador, não deve ser visto como um caso isolado
Vestimenta e paramentos de religiões de matriz africana, na lavagem da escadaria Baden Powell, no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 2026.

Vestimenta e paramentos de religiões de matriz africana, na lavagem da escadaria Baden Powell, no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 2026.

— Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

23 de janeiro de 2026

A Fundação Cultural Palmares publicou, na quinta-feira (22), uma nota de repúdio ao ataque de racismo religioso contra o terreiro de candomblé Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, em Salvador. 

O caso ocorreu no bairro Cajazeiras XI, no último sábado (17). A entrada do local religioso, ocupado há 33 anos pela comunidade, foi pichada com as mensagens “Jesus” e “assassinos”. 

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Além das mensagens ofensivas, os agressores cobriram com tinta vermelha o portão de pedestres, o interfone e a caixa de correiro do terreiro. Segundo o babalorixá Pai Mutá, essa é a primeira vez em que o espaço sofre um ataque do gênero.

Para a Fundação, os ataques a terreiros e demais casas de religião de matriz africana não devem ser vistos como isolados, mas sim como graves violações de direitos assegurados pela Constituição. 

A entidade recorda que às comunidades de terreiro, consideradas como povos tradicionais no Brasil, é garantido o direito de exercerem sua fé com segurança, dignidade e respeito. 

“Reiteramos que o racismo religioso deve ser enfrentado com firmeza, com investigação, responsabilização e políticas efetivas de proteção aos espaços sagrados e às comunidades de matriz africana”, declarou a Fundação Palmares em trecho da nota.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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