Um relatório apresentado pela Organização das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), na última terça-feira (15), indica que o impacto do conflito israelense na Faixa de Gaza ocasionou a pior crise econômica palestina desde 1960.
Em nota à imprensa, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que as consequências também são vistas nas infraestruturas essenciais, nos serviços públicos, nos indicadores sociais e na capacidade institucional do governo palestino.
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De acordo com o levantamento, a economia palestina retrocedeu 70% do nível registrado em 2022, com uma redução de 27% só em 2024. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) retrocedeu a valores de 2003. A ONU destaca que o recuo representa 22 anos de progresso anulados em 15 meses.
A inflação no território palestino aumentou 54% em 2024, enquanto o desemprego atingiu 50% no final deste ano. A entidade estima que, até o final deste ano, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) diminua de 0,716 para 0,643, anulando um quarto de século de avanços.
O estudo ressalta que, de todas as cidades, Gaza foi a mais impactada, com uma redução de 83% do PIB no último ano, caindo para US$ 161. A inflação atingiu 238% e o desemprego, 80%.
A Unctad aponta que, entre outubro de 2023 e maio de 2025, a atividade econômica em Gaza reduziu 73%. Até abril de 2025, mais de 174.500 edifícios de Gaza estavam danificados, número que representa 70% de todas as estruturas. O documento estima que já foram perdidos 69 anos de desenvolvimento humano.