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Grande Rio levará história de negros libertos que retornaram à África ao Carnaval de 2027

Escola de samba contará a trajetória dos povos que reconstruíram suas vidas na Costa do Ouro, atual Gana, após a abolição da escravidão
Grande Rio anuncia enredo sobre africanos libertos que retornaram à Costa do Ouro, atual Gana, para o Carnaval de 2027.

Grande Rio anuncia enredo sobre africanos libertos que retornaram à Costa do Ouro, atual Gana, para o Carnaval de 2027.

— Instagram/Grande Rio

26 de junho de 2026

A Acadêmicos do Grande Rio anunciou, na quinta-feira (25), que levará para Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2027, a história dos africanos escravizados que, após conquistarem a liberdade, retornaram ao continente africano para reconstruir suas vidas. 

O enredo, intitulado “Sankofa Tabon – Os Retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade”, abordará a trajetória dos chamados “retornados”, grupos de negros libertos que se estabeleceram na Costa do Ouro, território correspondente ao atual país de Gana. 

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O país africano ficou marcado por se tornar, em 1957, a primeira nação da África Subsaariana a conquistar a independência do domínio colonial europeu.

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No anúncio, feito nas redes sociais, a escola de samba destacou a relação entre ancestralidade, memória e liberdade, conceitos que orientam a construção do desfile do próximo ano. 

“O pássaro dourado entrou como um raio de sol pela janela, pousou em meu ombro e me disse quem eu sou. Sankofa, ele se apresentou. E me mostrou que o futuro da minha terra é ser livre”, diz trecho da publicação. 

Segundo a Grande Rio, o desfile buscará resgatar a história das populações que, após o período da escravização nas Américas, retornaram ao continente africano e participaram da reconstrução de comunidades, preservando práticas culturais, religiosas e sociais que atravessaram o Atlântico.

Em 2026, a Grande Rio terminou o desfile na oitava colocação do Grupo Especial, com o enredo “A Nação do Mangue”. A escola busca, agora, retornar à disputa pelo título com uma narrativa centrada na memória da diáspora africana e na construção da liberdade.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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