O Ministério das Mulheres lançou o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. O evento de lançamento ocorreu no dia 6 de abril na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB).
A publicação, com 50 páginas ilustradas, celebra a diversidade brasileira e orienta práticas que combatam desigualdades históricas.
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Janara Sousa, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Mulheres, afirmou que a comunicação não é neutra.
“Ela pode reforçar preconceitos ou ser uma ferramenta estratégica para superá-los. Este guia serve como uma bússola para que o Estado fale com a população de forma transparente, inclusiva e democrática”, destacou em nota da pasta.
O guia está organizado em sete eixos. O primeiro trata da promoção da igualdade e parte do princípio de que a informação é um direito. O Estado deve ser um agente ativo na desconstrução de estereótipos, garantindo que a comunicação seja acessível e reflita a realidade da população.
O segundo eixo aborda o uso de dados com recorte de gênero e raça. A publicação ensina que, para uma política pública eficaz, o Estado precisa enxergar quem ela atende. O uso de dados qualificados permite ações mais justas e direcionadas.
O terceiro eixo trata da prática da interseccionalidade. O guia reconhece que as mulheres são diversas e incentiva narrativas em que raça, classe e orientação sexual se cruzam. O objetivo é garantir visibilidade a grupos historicamente marginalizados.
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Linguagem e violência
O quarto eixo propõe o uso de linguagem não sexista. A publicação sugere a superação do “masculino genérico”, que invisibiliza as mulheres. Mais do que trocar palavras, a ideia é adotar uma linguagem que inclua a todos de forma natural e estratégica.
O quinto eixo trata da responsabilidade ao comunicar violência. O guia orienta que casos de violência contra a mulher devem ser tratados como um problema de saúde e segurança pública, não como um fato privado. O foco deve ser a proteção da vítima e a responsabilização do agressor, evitando a revitimização.
O sexto eixo incentiva a diversidade de fontes e equipes. A publicação propõe a pluralidade de vozes e a formação de equipes diversas para garantir uma comunicação mais representativa.
O sétimo eixo aborda os canais de escuta empática. O guia propõe o fortalecimento dos canais de escuta pública para que mulheres de todas as realidades se sintam seguras e ouvidas em suas demandas.
Segundo o ministério, a meta é transformar as instituições por dentro para que o serviço público seja um espelho da diversidade e um motor de igualdade para o país.
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