PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ufes cria banco de fontes negras para ampliar representatividade na imprensa e no debate público

Docentes, técnicos e pós-graduandos pretos e pardos podem se cadastrar até 20 de março; iniciativa visa posicionar especialistas como referências em todas as áreas do conhecimento
Vista do edifício administrativo principal da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Vista do edifício administrativo principal da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

— Reprodução/Ufes

4 de março de 2026

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) iniciou nesta terça-feira (3) a mobilização para o cadastro de especialistas no Banco de Fontes Negras – Diversidade e Representatividade na Comunicação Institucional. A ferramenta é direcionada a docentes, técnicos-administrativos em educação (TAEs) e estudantes de pós-graduação pretos e pardos da universidade.

A adesão é voluntária e deve ser realizada exclusivamente por meio de formulário on-line, com uso obrigatório do e-mail institucional (@ufes.br ou @edu.ufes.br). O prazo de cadastro vai até o próximo dia 20.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O banco tem como propósito colocar especialistas negros à disposição de veículos de imprensa, equipes de comunicação institucional e estudantes para debater temas de relevância nos mais diversos campos do conhecimento. A iniciativa busca ampliar a visibilidade e o reconhecimento da produção acadêmico-científica desenvolvida pela comunidade negra da Ufes e fortalecer sua presença no debate público.

No formulário de cadastro, os interessados devem indicar vínculo com a Ufes, áreas de expertise, temas de domínio para entrevistas e link para o currículo Lattes.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom), com apoio da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), segue diretrizes do jornalismo antirracista e adota modelos já implementados em outras instituições federais, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A proposta reafirma o compromisso da Ufes com a visibilidade e a valorização das trajetórias intelectuais de pessoas pretas e pardas.

“A proposta do Banco é que especialistas negras e negros sejam reconhecidos como referências não apenas em temas ligados às questões raciais, mas também em posições de autoridade técnica na imprensa, protagonizando discussões sobre saúde, tecnologia, artes, política, educação, meio ambiente, economia, inovação, direito e outras áreas estratégicas do conhecimento”, destaca em nota da instituição a jornalista da Secom Adriana Damasceno, responsável pela condução da iniciativa.

Privacidade e mediação

Para assegurar a privacidade das fontes, o banco não terá os dados de contato divulgados publicamente. O acesso a e-mails e telefones será restrito à equipe de assessoria de imprensa da Secretaria de Comunicação (Secom), que mediará as solicitações de entrevistas e demais demandas.

No momento do cadastro, a pessoa inscrita poderá indicar suas preferências de contato, optando pelo repasse direto dos dados ou solicitando que os assessores verifiquem sua disponibilidade antes de cada atendimento.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano