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Guia orienta escolas a criar protocolos de combate ao racismo

Material propõe diretrizes e ações práticas para acolhimento de vítimas de racismo, além de ferramentas para promover equidade racial
Imagem do Guia para Construção de Protocolos de Combate ao Racismo nas Escolas.

Imagem do Guia para Construção de Protocolos de Combate ao Racismo nas Escolas.

— Divulgação/Amazônia Voz/Motriz

8 de dezembro de 2025

Para transformar o ambiente escolar em um espaço de respeito e inclusão antirracista desde a infância, a Motriz desenvolveu o Guia para Construção de Protocolos de Combate ao Racismo nas Escolas. O material propõe estratégias para que redes de ensino e unidades escolares criem procedimentos de acolhimento às vítimas de racismo e promovam a equidade racial no cotidiano escolar.

A publicação reúne ferramentas para garantir que as instituições tenham diretrizes claras e ações concretas para lidar com episódios de racismo. O guia já vem sendo implementado em escolas de São Paulo, Espírito Santo, Sergipe e Amapá. 

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O material busca coibir casos de racismo diante do agravamento dos episódios na educação básica. De acordo com pesquisa do Observatório Fundação Itaú, em parceria com o Equidade.Info, 54% dos professores da educação básica no Brasil já presenciaram situações de racismo envolvendo estudantes em sala de aula. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice é de 48%, chegando a 67% nos anos finais.

O material é voltado para servidores das secretarias de educação e tem sido utilizado na capacitação de equipes para o fortalecimento das redes educacionais locais.

Para Geneluça Cruz Santana, chefe do Serviço de Educação do Campo e Diversidade da Secretaria de Educação de Sergipe, o protocolo tem contribuído para a prevenção e o enfrentamento ao racismo no ambiente escolar.

“Visa orientar a equipe diretiva da escola nas ações e na construção de ambientes saudáveis e preparados para o enfrentamento ao racismo em suas várias formas”, afirmou em entrevista à Alma Preta.

O documento orienta desde a identificação de incidentes até a gestão de situações mais graves, passando pela responsabilização de agressores e pela promoção de ações pedagógicas de conscientização. 

“Quando implementamos essas estratégias, damos um passo à frente na busca pela equidade racial e o respeito mútuo nas instituições de ensino”, destaca a consultora da Motriz, Sueli Nunes, em nota à imprensa.

Entre os pontos destacados está a definição precisa do que constitui racismo, para que os casos sejam encaminhados de forma adequada, além das responsabilidades da equipe gestora, dos professores e da comunidade escolar.

Além das diretrizes práticas, o material reúne referências de autores negros e obras literárias que aprofundam a compreensão teórica do racismo, abordando temas como racismo estrutural, jogos e brincadeiras afro-brasileiras e planos de aula sobre consciência negra.

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  • Thayná Santana

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