O Gabinete de Segurança de Israel aprovou a criação de 34 novos assentamentos na região da Cisjordânia, território palestino ocupado. A informação foi divulgada pelo portal de notícias i24News e pela organização não governamental Peace Now, na quinta-feira (9).
Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado em março, a expansão ilegal dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada já resultou no deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinos, classificada como uma manobra de limpeza étnica.
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O portal informou que a determinação de Israel, emitida no dia 1 de abril, teria sido mantida em sigilo até o momento. Além das ocupações, a medida inclui a legalização de postos avançados já existentes.
A iniciativa integra os 68 novos assentamentos já estabelecidos pelo governo Netanyahu desde 2022.
I24NEWS @inon_yttach: The Israeli cabinet quietly approved the construction of 34 new settlements in Judea and Samaria—an unprecedented number approved at once, and during ongoing military operations.
— Amichai Stein (@AmichaiStein1) April 9, 2026
Among the approved locations are areas within Palestinian enclaves in northern… pic.twitter.com/04U9q5HP3T
Conforme indica a denúncia, as comunidades israelenses serão implementadas nas cidades de Jenin, Salfit, Nablus, Tul Karem, Jericó, Ramallah, Hebron, Belém e na região do Vale do Jordão, que abrange também Israel e a Jordânia.
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Ainda de acordo com a ONU, a Cisjordânia possui cerca de 27 mil unidades habitacionais em assentamentos israelenses e mais de 36 mil em Jerusalém Oriental ocupada.
Somente em outubro de 2025, a entidade registrou 42 ataques de colonos, resultando em 131 palestinos feridos. No período de um ano, foram relatados 7,7 mil incidentes de violência por parte de colonos.