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Jogadores do Brasília Basquete protestam contra  racismo durante partida

Ato ocorreu em apoio ao jogador camaronês Rahim Arsene, vítima de racismo no jogo de quarta-feira (30) no Rio Grande do Sul
O atleta camaronês Rahim Arsene Mouaha, jogador do Brasília Basquete.

O atleta camaronês Rahim Arsene Mouaha, jogador do Brasília Basquete.

— Reprodução/Brasília Basquete

1 de agosto de 2025

Os jogadores do Brasília Basquete cerraram os punhos em protesto contra atos de racismo durante o primeiro passe de bola da partida desta quinta-feira (31), contra o Pato Basquete. A manifestação ocorreu durante a segunda fase da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) 2025.

O protesto foi uma resposta ao episódio da noite de quarta-feira (30), quando o atleta camaronês Rahim Arsene Mouaha, em sua estreia pelo Brasília, foi alvo de ofensas racistas por parte de torcedores do União Corinthians. A partida aconteceu no Ginásio Poliesportivo Arnão, no Rio Grande do Sul, válida pela LDB Sub-22.

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Por meio de nota publicada nas redes sociais, o Brasília Basquete  reiterou que racismo é crime e reafirmou o apoio aos atletas e à luta contra qualquer forma de discriminação.

“Nos solidarizamos profundamente com Rahim, oferecendo todo nosso apoio e suporte ao atleta neste momento. É inadmissível que qualquer jogador tenha sua humanidade violada em um ambiente que deveria promover o esporte e a inclusão”, afirma a nota.

O clube também informou ter acionado a Liga Nacional de Basquete (LNB) e aplicado o protocolo antirracista previsto no regulamento da competição. 

“O clube informa que já está em contato com a LNB, que seguiu o protocolo antirracista no momento do ato, para que os responsáveis sejam identificados e punidos com o rigor que o caso exige. O CAIXA Brasília se compromete a dar todo suporte necessário para que a punição ocorra. Esse não será mais um ato de racismo que será esquecido em breve”, diz a publicação.

União Corinthians se posiciona sobre o caso

O clube do União Corinthians também se pronunciou publicamente, repudiando as atitudes racistas. Segundo o comunicado, a diretoria tomou conhecimento do caso ainda durante a partida, após alerta da comissão técnica, torcedores e dos jogadores do Brasília. Dirigentes tentaram identificar o autor das ofensas no local, mas não obtiveram sucesso.

“Na sequência, empreendemos uma nova tentativa de identificação, buscando apoio direto dos torcedores presentes nas imediações do suposto local do fato. Mesmo com empenho máximo e diligência contínua, não obtivemos sucesso em identificar o autor”, afirmou o clube em nota oficial. 

A direção ainda lamentou o corrido e afirmou ter adotado as medidas cabíveis, conforme determina o protocolo antirracista. 

“Lamentamos profundamente a possibilidade de um episódio tão grave ter ocorrido dentro da nossa casa. Nossa direção, atletas, comissão técnica e torcedores não medirão esforços para, caso surjam novas informações, identificar o responsável e adotar todas as medidas legais e institucionais cabíveis”, acrescentou.

Denúncia de racismo foi registrada pela Liga

Em nota, a LNB declarou que, ao ser informada sobre o episódio, a partida foi paralisada imediatamente para que o agressor pudesse ser identificado. Além disso, no final do jogo o depoimento do atleta foi registrado em súmula e a denúncia enviada para a Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da LNB. 

“Ao final da partida, o relato da denúncia foi feito na súmula e todas as provas foram registradas e encaminhadas para a Comissão Disciplinar do STJD da Liga Nacional de Basquete. Ainda no pós-jogo, o protocolo seguiu sendo aplicado com o acolhimento e suporte total à vítima por parte dos Departamentos Técnico e de ESG da Liga Nacional de Basquete, com conversas e trocas de informações”, diz o trecho da nota.

Segundo a entidade, o relato formal da vítima e demais informações também foram registrados por meio de um boletim de ocorrência.

“Em paralelo às ações do Tratado Antirracista, a LNB ainda alterou os horários dos dois jogos da sede Santa Cruz do Sul desta quinta-feira (31/07) para viabilizar a ida do atleta Rahim e o staff do Brasília a uma delegacia na cidade gaúcha para realização do boletim de ocorrência”, informou a LNB.

Em 2024, a Liga Nacional de Basquete (LNB) lançou o Tratado Antirracista pela Diversidade, que estabelece protocolos de assistência às vítimas de discriminação racial, violência de gênero, pessoas LGBTQIAPN+, xenofobia e capacitismo durante os jogos da liga. O acordo foi assinado por 19 clubes que compõem o Novo Basquete Brasil (NBB).

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  • Thayná Santana

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