Juiz de Fora é a 9ª cidade brasileira com maior número absoluto de pessoas vivendo em áreas de risco. São quase 130 mil moradores nessas condições, o que corresponde a cerca de um quarto da população total do município.
As informações constam em nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgada no ano passado. De acordo com o órgão, os dados ajudam a explicar a dimensão da tragédia registrada após as fortes chuvas nos últimos dias.
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Na manhã desta sexta-feira (27), a Defesa Civil de Minas Gerais confirmou 58 mortes, além de mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Desde a última segunda-feira, foram contabilizadas 1.947 ocorrências.
Entre segunda-feira (23) e terça-feira (24), o município recebeu quase todo o volume de chuva esperado para o mês de fevereiro, cerca de 200 milímetros. As inundações e os deslizamentos de terra provocados pelo grande volume de água em curto intervalo de tempo criaram um cenário de destruição na cidade da Zona da Mata mineira.
A situação é agravada pela intensificação de eventos climáticos extremos, causados pelas mudanças climáticas. O Oceano Atlântico apresenta temperaturas entre 2°C e 3°C acima da média, o que favorece a formação de chuvas mais intensas.
Com relevo acidentado e encostas íngremes ocupadas por moradias, muitas voltadas para a faixa litorânea que recebe umidade vinda do mar, a cidade se torna ainda mais vulnerável.
O aquecimento das águas potencializa a evaporação, aumentando a umidade disponível e, torna a região mais suscetível a chuvas extremas.
De acordo com a Defesa Civil e o Inmet, permanece o alerta de “grande perigo” para a região devido à saturação do solo, cenário que mantém elevado o risco de novos deslizamentos de terra e inundações, mesmo com a redução da intensidade das chuvas.
Com informações do Clima Info.