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 Juiz de Fora é a 9ª cidade do país com mais pessoas em áreas de risco, aponta Cemaden

Quase 130 mil pessoas vivem em regiões vulneráveis; mais de 4 mil estão desabrigadas desde segunda-feira (23)
Vista aérea mostra o bairro de Treis Moinhos após um deslizamento de terra causado por fortes chuvas em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, em 26 de fevereiro de 2026.

Vista aérea mostra o bairro de Treis Moinhos após um deslizamento de terra causado por fortes chuvas em Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, em 26 de fevereiro de 2026.

— Reprodução/AFP

27 de fevereiro de 2026

Juiz de Fora é a 9ª cidade brasileira com maior número absoluto de pessoas vivendo em áreas de risco. São quase 130 mil moradores nessas condições, o que corresponde a cerca de um quarto da população total do município.

As informações constam em nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgada no ano passado. De acordo com o órgão, os dados ajudam a explicar a dimensão da tragédia registrada após as fortes chuvas nos últimos dias. 

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Na manhã desta sexta-feira (27), a Defesa Civil de Minas Gerais confirmou 58 mortes, além de mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Desde a última segunda-feira, foram contabilizadas 1.947 ocorrências.

Entre segunda-feira (23) e terça-feira (24), o município recebeu quase todo o volume de chuva esperado para o mês de fevereiro, cerca de 200 milímetros. As inundações e os deslizamentos de terra provocados pelo grande volume de água em curto intervalo de tempo criaram um cenário de destruição na cidade da Zona da Mata mineira.

A situação é agravada pela intensificação de eventos climáticos extremos, causados pelas mudanças climáticas. O Oceano Atlântico apresenta temperaturas entre 2°C e 3°C acima da média, o que favorece a formação de chuvas mais intensas.

Com relevo acidentado e encostas íngremes ocupadas por moradias, muitas voltadas para a faixa litorânea que recebe umidade vinda do mar, a cidade se torna ainda mais vulnerável. 

O aquecimento das águas potencializa a evaporação, aumentando a umidade disponível e, torna a região mais suscetível a chuvas extremas.

De acordo com a Defesa Civil e o Inmet, permanece o alerta de “grande perigo” para a região devido à saturação do solo,  cenário que mantém elevado o risco de novos deslizamentos de terra e inundações, mesmo com a redução da intensidade das chuvas.

Com informações do Clima Info.

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  • Thayná Santana

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