A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) condenou, na quinta-feira (19), três policiais militares por fraudar o local do assassinato de Kathlen Romeu, modelo grávida alvejada por um fuzil durante uma abordagem policial no Rio de Janeiro, em junho de 2021.
Os PMs foram sentenciados à pena de dois anos e 15 dias de reclusão em regime inicial aberto e 15 dias-multa, com a suspensão do benefício condicional por três anos.
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A jovem negra de apenas 24 anos foi atingida por um tiro no tórax quando estava a caminho da casa da avó na Comunidade Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio. Kathlen estava grávida de quatro meses.
Em 2025, o sargento Rafael Chaves Oliveira e os cabos Rodrigo Correia Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano foram absolvidos da acusação de fraude processual pela Auditoria da Justiça Militar. O colegiado foi composto por um juiz de Direito e quatro oficiais superiores da Polícia Militar.
Além de reformar o parecer da Justiça Militar, a decisão do TJRJ destacou a atuação de cada réu no crime. Segundo o desembargador e relator da ação, Marcelo Anátocles, Oliveira foi o responsável por remover os vestígios do local antes da chegada da perícia.
A ação possibilitou a apresentação fraudulenta de cartuchos de munição pelo cabo Rodrigo, juntamente com Marcos Felipe. O objetivo, aponta o magistrado, era indicar a ocorrência de um tiroteio com traficantes da região. No entanto, a análise de prova do Ministério Público não atestou o confronto armado.