Um levantamento realizado pelo jornal O Globo, divulgado na segunda-feira (13), indica que, em 2025, cerca de 91 mulheres receberam o auxílio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em decorrência de afastamento por violência de gênero.
Com dados do Ministério da Previdência Social (MPS), a reportagem identifica uma alta de 313% em quatro anos, em comparação aos 22 casos registrados em 2021, primeiro ano em que há dados desagregados por gênero. Os episódios englobam ocorrências de agressões físicas, sexuais ou abuso psicológico.
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Os registros se baseiam na Classificação Internacional de Doenças (CID), utilizada para justificar os afastamentos. No entanto, na maioria dos casos, não há identificação do agressor. Apenas duas ocorrências em 2025 foram formalmente associadas a parceiros ou cônjuges.
Segundo informações da empresa de benefícios VR, responsável pela gestão de pontos para setores de Recursos Humanos e de vales-refeições, no último ano foram 58 afastamentos do trabalho por agressão contra mulheres. A soma representa um aumento de 152% em relação a 2023, que totalizou 23 casos.
Entre as razões mais notificadas pelo INSS, estão as síndromes de maus-tratos (sequelas físicas ou mentais), agressões por força corporal e agressões sexuais.
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