A cineasta e diretora paulista Joyce Prado morreu nesta quinta-feira (11), aos 38 anos. Com obras dedicadas à história da população negra, à ancestralidade e à diáspora, a profissional se tornou referência do audiovisual negro brasileiro. A causa da morte não foi divulgada.
Nascida em 1987 na capital paulista, Joyce era formada em Rádio e TV pela Universidade Belas Artes. Além de diretora, atuava como roteirista e produtora de cinema.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Entre suas obras, dirigiu o longa-metragem “Chico Rei Entre Nós”, que aborda a história de um rei congolês escravizado que lutou pela liberdade de seu povo. Também assinou o interprograma “Nós, Mulheres”, que retrata a vida de dez personagens em diferentes territórios, além das séries “The Beat Diaspora”, “AM/FM” e “Cartas de Maio”.
No audiovisual, fundou a Oxalá Produções, dedicada a conteúdos focados na cultura afro-brasileira. Pela produtora, colaborou diretamente na identidade visual da cantora Luedji Luna, dirigiu o documentário musical “Memórias de Um Corpo no Mundo” (2018) e realizou videoclipes como “3 Marias”, “Banho de Folhas” e o álbum visual “Bom Mesmo é Estar D’Água”.
Nas redes sociais, a ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes lamentou a morte da diretora e compartilhou imagens do videoclipe “Terra Aféfé”, dirigido por Joyce e lançado em 2022. A ministra exaltou a contribuição da cineasta para o audiovisual e seu papel como integrante do Conselho Superior do Cinema.
“O audiovisual brasileiro perde um de seus talentos muito cedo. Joyce foi a diretora do meu clipe “Terra Aféfé”, e através de seu olhar cuidadoso, criativo e sensível eternizou uma música muito especial para mim, além de fazer parte do Conselho Superior do Cinema”, comentou.