PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Morre a cineasta Joyce Prado, referência do audiovisual negro brasileiro

Diretora e produtora integrou o Conselho Superior do Cinema e teve atuação importante na produção de obras sobre ancestralidade e valorização da cultura negra
A cineasta e diretora Joyce Prado.

A cineasta e diretora Joyce Prado.

— Reprodução/Casa Sueli Carneiro

11 de dezembro de 2025

A cineasta e diretora paulista Joyce Prado morreu nesta quinta-feira (11), aos 38 anos. Com obras dedicadas à história da população negra, à ancestralidade e à diáspora, a profissional se tornou referência do audiovisual negro brasileiro. A causa da morte não foi divulgada.

Nascida em 1987 na capital paulista, Joyce era formada em Rádio e TV pela Universidade Belas Artes. Além de diretora, atuava como roteirista e produtora de cinema.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Entre suas obras, dirigiu o longa-metragem “Chico Rei Entre Nós”, que aborda a história de um rei congolês escravizado que lutou pela liberdade de seu povo. Também assinou o interprograma “Nós, Mulheres”, que retrata a vida de dez personagens em diferentes territórios, além das séries “The Beat Diaspora”, “AM/FM” e “Cartas de Maio”.

No audiovisual, fundou a Oxalá Produções, dedicada a conteúdos focados na cultura afro-brasileira. Pela produtora, colaborou diretamente na identidade visual da cantora Luedji Luna, dirigiu o documentário musical “Memórias de Um Corpo no Mundo” (2018) e realizou videoclipes como “3 Marias”, “Banho de Folhas” e o álbum visual “Bom Mesmo é Estar D’Água”.

Nas redes sociais, a ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes lamentou a morte da diretora e compartilhou imagens do videoclipe “Terra Aféfé”, dirigido por Joyce e lançado em 2022. A ministra exaltou a contribuição da cineasta para o audiovisual e seu papel como integrante do Conselho Superior do Cinema.

“O audiovisual brasileiro perde um de seus talentos muito cedo. Joyce foi a diretora do meu clipe “Terra Aféfé”, e através de seu olhar cuidadoso, criativo e sensível eternizou uma música muito especial para mim, além de fazer parte do Conselho Superior do Cinema”, comentou.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano