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MP reabre investigação da morte de ambulante senegalês em abordagem policial

Investigação da morte Ngange Mbaye havia sido arquivada após o MPSP apontar que policial militar agiu em legítima defesa
Protesto contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, em São Paulo, no dia 14 de abril de 2025.

Protesto contra a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, em São Paulo, no dia 14 de abril de 2025.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

20 de maio de 2026

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou, na terça-feira (19), a reabertura das investigações sobre a morte do ambulante senegalês Ngange Mbaye, de 34 anos, alvejado por um policial militar após abordagem na capital paulista. 

O caso ocorreu no dia 11 de abril, durante uma operação deflagrada no Brás. Mbaye foi atingido por um disparo na barriga enquanto tentava proteger mercadorias de uma colega idosa. 

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A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no caminho da Santa Casa. À época, os agentes alegaram que o imigrante teria os atingido com uma barra de ferro, fato contestado por testemunhas. 

O processo foi arquivado pela Justiça de São Paulo em 25 de janeiro deste ano, após pedido do próprio MPSP. O órgão argumentou que o PM teria agido em legítima defesa, “repelindo injusta agressão atual a direito seu e de terceiro”.

Leia mais: Justiça arquiva processo sobre ambulante senegalês morto por policial em SP

Desta vez, o procurador-geral do Ministério Público, Paulo Sérgio da Costa, designou que o caso seja analisado por outro promotor, para possibilitar a oferta de denúncia contra o policial envolvido na agressão ao ambulante. 

Anteriormente, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) demonstrou profunda indignação com o caso e solicitou uma apuração rigorosa pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo (PMSP). 

“É imperativo que as forças de segurança atuem com respeito aos direitos fundamentais, evitando o uso excessivo da força e assegurando a dignidade de todas as pessoas”, diz trecho de nota, publicada em abril de 2025.

Leia mais: Especialistas apontam padrão de violência policial contra imigrantes africanos no Brasil

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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