O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades trabalhistas no reality show de competição entre trabalhadores realizado pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer.
No programa “As Patroas”, lançado no dia 30 de junho e veiculado pelo YouTube, 11 babás, cozinheiros e motoristas que trabalham para o casal disputam provas consideradas humilhantes, como buscas em privadas e lixeiras. Entre os benefícios, a competição oferece a possibilidade de entrar mais tarde no trabalho.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
A programação estava prevista para ser publicada duas vezes por semana no canal da dupla. Como recompensa, Viih Tube e Eliezer prometeram premiações de até R$ 60 mil.
Após repercussão negativa nas redes sociais, o reality foi retirado do ar. O casal ainda não se pronunciaram sobre o caso.
Leia mais: MPT resgata 80 trabalhadores em situação de trabalho escravo no Maranhão
A denúncia ao MPT foi protocolada pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP), que solicitou a apuração do caso. A parlamentar afirma que o programa pode configurar assédio moral organizacional e questiona o pagamento de horas extras e o uso comercial da imagem dos funcionários.
HUMILHAÇÃO NÃO É ENTRETENIMENTO!
— Ediane Maria (@EdianeMariaMTST) July 2, 2026
Após a nossa denúncia, o MPT passou a investigar o reality show horrendo dos ex-BBBs Viih Tube e Eliezer, em que eles exploram seus 11 funcionários com "gincanas" degradantes, como vasculhar lixo de banheiro e catar moedas no chão.
Vitória da… pic.twitter.com/j6ueE8esCV
Sem citar diretamente o episódio, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou, na quarta-feira (2), uma nota nas redes sociais sobre a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras.
“A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, diz trecho do comunicado.