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Reality de influenciadores vira alvo do MPT por possível constrangimento de trabalhadores

Programa promovido por Viih Tube e Eliezer submete funcionários a provas consideradas humilhantes
O casal de influenciadores Viih Tube e Eliezer.

O casal de influenciadores Viih Tube e Eliezer.

— Reprodução/Redes Sociais

2 de julho de 2026

O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades trabalhistas no reality show de competição entre trabalhadores realizado pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer. 

No programa “As Patroas”, lançado no dia 30 de junho e veiculado pelo YouTube, 11 babás, cozinheiros e motoristas que trabalham para o casal disputam provas consideradas humilhantes, como buscas em privadas e lixeiras. Entre os benefícios, a competição oferece a possibilidade de entrar mais tarde no trabalho. 

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A programação estava prevista para ser publicada duas vezes por semana no canal da dupla. Como recompensa, Viih Tube e Eliezer prometeram premiações de até R$ 60 mil. 

Após repercussão negativa nas redes sociais, o reality foi retirado do ar. O casal ainda não se pronunciaram sobre o caso. 

Leia mais: MPT resgata 80 trabalhadores em situação de trabalho escravo no Maranhão

A denúncia ao MPT foi protocolada pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP), que solicitou a apuração do caso. A parlamentar afirma que o programa pode configurar assédio moral organizacional e questiona o pagamento de horas extras e o uso comercial da imagem dos funcionários. 

Sem citar diretamente o episódio, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou, na quarta-feira (2), uma nota nas redes sociais sobre a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. 

“A Constituição Federal protege a dignidade da pessoa humana, e a Justiça do Trabalho reconhece a responsabilização por condutas abusivas. Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever”, diz trecho do comunicado. 

Leia mais: Justiça do Trabalho reconhece ‘racismo velado’ em demissão de trabalhador negro acusado injustamente de furto

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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