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Copa de 2026 terá nova regra para combater racismo em campo

Mudança nas normas do futebol se baseia em caso de Vini Jr. e permite expulsar atletas que utilizarem gestos para cobrir a boca
Juiz de futebol retira cobertura da bola com a inscrição "Basta de racismo" antes de uma partida da Copa Libertadores em 2023.

Juiz de futebol retira cobertura da bola com a inscrição "Basta de racismo" antes de uma partida da Copa Libertadores em 2023.

— Alexandre Loureiro / AFP

29 de abril de 2026

Na Copa do Mundo 2026, duas novas regras passarão a valer. A International Football Association Board (IFAB), responsável pelas normas do futebol, e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) aprovaram, na terça-feira (28), em reunião extraordinária realizada em Vancouver, uma mudança que autoriza a expulsão de jogadores que cubram a boca para ofender colegas em campo.

A medida, chamada de “Lei Vini Jr.”, visa combater atos discriminatórios. A proposta foi adotada após o caso envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, que relatou ter sofrido ofensas racistas ao ser chamado de “macaco” pelo argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. O episódio ocorreu após um gol de Vini Jr. em partida da Liga dos Campeões, em 17 de fevereiro. 

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Leia mais: UEFA suspende Prestianni por 6 jogos por conduta discriminatória contra Vini Jr.

A segunda alteração foi motivada  pelo o que aconteceu na final da Copa Africana de Nações, quando a Seleção de Senegal ameaçou abandonar o campo em protesto contra a marcação de um pênalti para o Marrocos, em 18 de janeiro, na final disputada em Rabat. 

Com a nova regra, jogadores e membros da comissão técnica poderão ser expulsos caso deixem o campo em protesto contra decisões da arbitragem. Além disso, a equipe responsável pelo abandono da partida poderá ser declarada derrotada por W.O., conforme avaliação do árbitro.

O Mundial será sediado em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A abertura está marcada para 11 de junho, e o torneio segue até 19 de julho, com a participação de 48 seleções pela primeira vez. Com a ampliação, haverá aumento no número de vagas para seleções africanas, que passarão a contar com dez representantes no Mundial.

Leia mais: CAF pune Senegal e Marrocos por incidentes na final da Copa Africana de Nações

Com informações do O Globo.

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  • Thayná Santana

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