Na quinta-feira (12), a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por maioria, uma resolução que exige um cessar-fogo permanente nos ataques de Israel à Faixa de Gaza. A votação demandou a viabilização do acesso à ajuda humanitária para os palestinos.
Apresentado pela Espanha, em parceria com o Estado da Palestina e outros 23 Estados-membros, o texto recebeu 149 votos favoráveis à suspensão “incondicional e permanente” aos ataques de militares israelenses. A votação contou com 19 abstenções e dez votos contrários, incluindo dos Estados Unidos e de Israel.
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Héctor José Gómez Hernández, embaixador da Espanha, declarou que a resolução reivindica a facilitação imediata, rápida, desimpedida e segura de assistência humanitária em grande escala para todo o território de Gaza. O auxílio deve incluir alimentos, materiais médicos, combustível, abrigo e acesso à água potável.
O documento da ONU condena o uso da fome como método de guerra e a privação de itens indispensáveis à sobrevivência da população palestina, destacando o bloqueio deliberado ao fornecimento de ajuda.
Suporte de Israel e EUA é considerado falho
Na Assembleia Geral, a ONU afirmou que a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada por Israel e pelos EUA, tem falhado no apoio humanitário em Gaza.
A organização também declarou que suas ações têm sido um fracasso e se recusou a trabalhar em cooperação com a entidade, recusa acompanhada pelos principais grupos de ajuda humanitária.
“Eles não estão fazendo o que uma operação humanitária deve fazer, que é fornecer ajuda às pessoas onde elas estão, de maneira segura e protegida. Temos a operação pronta para ser lançada, com alimentos e outros suprimentos. Eles estão na região, já pré-aprovados por Israel. Precisamos que as fronteiras estejam abertas para permitir a entrada”, afirmou Jens Laerke, porta-voz da ONU.